O preço do petróleo sobe mais de 4% após o 12º dia seguido de ataques no Oriente Médio. A variação faz o barril do combustível encostar em US$ 100, maio...
O preço do petróleo voltou a ser negociado acima de US$ 100 nesta quinta-feira pela primeira vez em mais de dois meses, após subir hoje mais de 7% hoje, no 12º dia seguido de ataques no Oriente Médio.
Cotação do barril de petróleo engata quinta alta consecutiva. O valor dos contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para setembro subia 7,24%, para US$ 100,88 por barril, por volta das 12h36. Na máxima da sessão, o valor dos barris foi cotado a US$ 101,16, maior patamar — para fechamento — desde 19 de maio, quando encerrou a sessão a US$ 101,04.
Guerra no Oriente Médio justifica a valorização do petróleo. A trajetória de alta do Brent resulta da sequência de 12 noites seguidas de ataques dos Estados Unidos contra o Irã. A ofensiva eleva as incertezas e resulta em eventuais bloqueios no Estreito de Hormuz, rota responsável pelo transporte de 20% da produção mundial de petróleo.
Estados Unidos dizem que ataques buscam assumir Hormuz. Em publicação nas redes sociais, o Centcom (Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos) afirmou que as ofensivas têm o objetivo de "continuar degradando a capacidade do Irã de ameaçar o transporte comercial no estreito de Hormuz".
Petroleiro pegou fogo após explosão na rota comercial no Irã. A Guarda Revolucionária de Teerã relatou que o incidente ocorreu enquanto o navio tentava atravessar o que seria uma rota minada ao sul do Estreito de Hormuz. A origem do petroleiro não foi revelada. Por outro lado, drones lançados pelo Irã foram interceptados no Kuwait.
Conflito entre EUA e Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro. Nas últimas semanas, no entanto, os bombardeios foram retomados após o primeiro acordo de cessar-fogo. Os protocolos acordados entre os países previam o encerramento dos ataques e a liberação do trânsito pelo Estreito de Hormuz.
Mercados asiáticos fecham em alta com avanço das ações de tecnologia. O índice sul-coreano Kospi subiu 4,4%, aos 7.096,89 pontos, guiado pelas altas das companhias de semicondutores Samsung (3,7%) e SK Hynix (4,9%). Juntas, as empresas respondem por mais da metade da capitalização do índice.
Outras bolsas da asiáticas subiram em ritmo mais lento. No Japão, o índice Nikkei subiu 0,39%, aos 66.374,00 pontos, com destaque para a alta dos papéis do SoftBank (+3,8%). Já o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,28%, para 25.210,81 pontos. Também fecharam no azul os índices Taiwan Weighted, de Taiwan (+1,34%) e VN 30 do Vietnã (+1,01%).
Na China, os ganhos também alcançaram os principais índices do país. O Xangai Composto teve ganho modesto de 0,25%, aos 3.876,78 pontos, e o SZSE Component, que reúne 500 ações negociadas na Bolsa de Valores de Shenzhen, avançou 0,44%, para 14.123,31 pontos.
Bolsas da Europa recuam majoritariamente nesta manhã. A oscilação negativa é motivada pela apreensão pela decisão de juros do BCE (Banco Central Europeu). Por volta das 12h20, o Euro Stoxx 50, composto pelas 50 principais empresas da Zona do Euro, 2,69%, aos 6.210,25, e era seguido pelos mercados de Milão (-2,71%), Frankfurt (-1,72%), Paris (-1,76%), Madrid (-1,75%) e Londres (-0,81%).
Em Wall Street, papéis também têm firme viés de baixa. Por volta das 12h23, a queda era generalizada e atingia os principais índices acionários de Nova York. Entre as baxas, aparecem os índices Nasdaq (-2,68%), S&P 500 (-1,46%) e Dow Jones (-1,1%).
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