Proteção poderá ser solicitada a partir da homologação das candidaturas nas convenções; operação terá R$ 95 milhões em recursos

Proteção poderá ser solicitada a partir da homologação das candidaturas nas convenções; operação terá R$ 95 milhões em recursos

Sérgio Lima/Poder360 - 2.jun.2025

de Brasília 20.jul.2026 (segunda-feira) - 6h00 Siga o Poder360 no Google

A Polícia Federal começa nesta 2ª feira (20.jul.2026) uma operação nacional para segurança dos candidatos à Presidência durante o período eleitoral. A ação vai mobilizar até 458 funcionários entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e logística. A estrutura poderá atender simultaneamente até 10 candidaturas. 

A proteção dos candidatos será feita a partir da homologação das candidaturas nas convenções partidárias e da formalização da solicitação pelas campanhas.

Serão desembolsados R$ 95 milhões para executar a operação nacional. Os valores serão usados na mobilização dos agentes, na contratação dos serviços necessários e na aquisição de equipamentos –viaturas blindadas, coletes balísticos, sistemas antidrone e kits de vistoria antibombas. 

Cada candidato terá planejamento próprio. Levará em consideração:

Antes dos compromissos, as equipes farão o reconhecimento dos locais e vão articular as medidas necessárias com forças de segurança estaduais e municipais. 

O efetivo e os recursos empregados também serão definidos de forma individualizada. 

Apesar do planejamento próprio, a PF afirma que a operação vai garantir tratamento isonômico a todas as candidaturas. Serão aplicados os mesmos critérios e protocolos. 

A corporação já está em contato com os partidos e as pré-campanhas desde abril para apresentar a operação. Os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral foram oficialmente comunicados pela PF. Também foi feita uma reunião geral com as legendas, além de um encontro individual com cada campanha. 

As candidaturas não serão obrigadas a aderir aos serviços oferecidos pela PF. No domingo (19.jul.2026), o senador e pré-candidato do PL para o Planalto, Flávio Bolsonaro, declarou que não usará a segurança da corporação na sua campanha: “Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”.

Nesta 2ª feira (20.jul.2026), a corporação também ativa a Sala Nacional de Comando e Controle da operação em Brasília (DF). O local será usado pelos agentes para acompanhar os compromissos em curso. 

A PF afirma que a centralização é só operacional, e não de inteligência. As avaliações de risco e as informações sensíveis sobre os candidatos ficarão restritas às pessoas que precisam delas para atuar.