Investigações no Dnocs, determinadas pelo ministro Flávio Dino, ameaçam figuras importantes do Parlamento

Priorizar nos meus resultados Google Alvo da Polícia Federal a mando do ministro Flávio Dino, o Departamento Nacional de Obras contra as Seca está na mira do STF em outras três investigações, pelo menos — algumas em ponto de deflagrar novas operações contra políticos do centrão.

O órgão é historicamente controlado pelos partidos que formaram o governo de Jair Bolsonaro e que, já sob Lula, conseguiram preservar a influência política tanto no comando nacional quanto nas unidades estaduais.

Usadas como cabides de emprego e para operações de desvios de recursos públicos, as unidades do Dnocs viraram uma espécie de trilha para os investigadores da Polícia Federal, que buscam desvendar dezenas de esquemas envolvendo deputados federais e senadores no orçamento secreto.

Os casos mais barulhentos, até aqui, envolvem desvios de recursos de emendas no Ceará, onde até facções criminosas receberam dinheiro do orçamento federal, e na Bahia, onde uma profusão de políticos já caíram em operações policiais por indícios de desvios milionários das verbas de emendas.

Em uma decisão tomada na semana passada, Dino citou evidências de corrupção encontradas por órgãos de controle no Dnocs para determinar que a PF abrisse novos inquéritos sobre o órgão.

A medida foi vista como um recado aos caciques do Congresso que ameaçavam uma rebelião para tentar defender as absurdas medidas do orçamento secreto, como a possibilidade de políticos sem mandato indicarem emendas.