A Polícia Militar de São Paulo informou hoje que não divulgará "neste momento" novas atualizações sobre o estado de saúde do primeiro-tenente da Rota (Ro...

A Polícia Militar de São Paulo informou hoje que não divulgará "neste momento" novas atualizações sobre o estado de saúde do primeiro-tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Ronickson Pimentel dos Santos, vítima de um atentado no final de junho em São Paulo.

Decisão segue um pedido da família do tenente, segundo a PM. Mais detalhes não foram compartilhados pela corporação.

Polícia Militar disse seguir prestando o apoio necessário ao policial e aos seus familiares. "Agradecemos a compreensão e o respeito à privacidade da família."

Última atualização sobre o estado de saúde de Pimentel foi divulgada pela corporação no domingo (12). Na ocasião, a PM informou que o paciente permanecia internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo, em estado grave, estável e respondendo aos cuidados de terapia intensiva. O policial evoluía sem complicações após traqueostomia realizada na última semana, com auxílio de ventilação mecânica e sedação mantida.

Segundo o último boletim divulgado, havia a programação da realização de um ultrassom transcraniano na sexta-feira (17). O procedimento, que avalia a velocidade e o fluxo sanguíneo das artérias cerebrais em tempo real, subsidia o planejamento para a redução gradativa da sedação do paciente.

O tenente foi baleado em 27 de junho, minutos após deixar uma academia. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximaram dele e atiraram quando o policial parou de moto em um semáforo da avenida Goiás, em São Caetano do Sul.

A investigação aponta que o ataque foi planejado. Segundo a Polícia Civil, criminosos teriam monitorado a rotina do tenente por quase cem dias antes do atentado.

Três suspeitos foram presos até o momento, e a polícia ainda procura o suposto autor dos tiros. O foragido é Hércules da Costa Siqueira, conhecido como "Golias" ou "Peruca", está na Lista Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), e o governo de São Paulo oferece R$ 50 mil por informações.

Sete suspeitos já foram mortos pela Rota após ataque a tenente. Um dos mortos em Heliópolis foi identificado como Marcelo de Jesus Dias, o Nego Zum, apontado como ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A Polícia Militar informou que ele era procurado e que a investigação o apontava como piloto da moto usada no atentado.

Ronickson é irmão de Eloá Cristina Pimentel. Ela tinha 15 anos quando foi mantida em cárcere privado e assassinada pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em 2008, em Santo André.

O tenente ingressou na Polícia Militar em 2009. Antes, serviu como fuzileiro naval na Marinha entre 2006 e 2009. Em 2015, tornou-se oficial após concluir a formação na Academia do Barro Branco. Desde 2019, integra a Rota, tropa de elite da PM paulista.

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