A Polícia Civil do Rio de Janeiro vai investigar um caso de agressão coletiva a uma adolescente por suposta intolerância religiosa. Leia mais (06/25/2026 - 15h55)

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25.jun.2026 às 15h55

A Polícia Civil do Rio de Janeiro vai investigar um caso de agressão coletiva a uma adolescente por suposta intolerância religiosa.

O episódio, que envolve uma adolescente de 17 anos, aconteceu dentro da sala de aula do colégio estadual Arnoldo Abruzzini da Fonseca, em Sepetiba, zona oeste carioca, no último dia 17 de junho.

Segundo relatos que constam em depoimento e que também foram divulgados pelo ex-deputado Átila Nunes, um vídeo da adolescente em um terreiro de candomblé foi compartilhado entre os estudantes da unidade, que passaram a praticar bullying através da internet.

O episódio chegou a agressões físicas em sala de aula. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra pelo menos cinco pessoas, aparentemente adolescentes, dando socos na vítima, que tenta se defender.

O ex-deputado afirmou que a adolescente foi transferida de escola. A reportagem tentou contato com a família da jovem, mas não conseguiu localizá-la.

A secretaria estadual de Educação, responsável pela gestão do colégio, disse em nota repudiar e lamentar o caso. Afirmou que abriu sindicância para apurar o episódio, "inclusive para que sejam apuradas as transferências das alunas para outras unidades", e que é "inadmissível qualquer tipo de discriminação e violência em ambiente escolar".

A reportagem perguntou à secretaria, por email, se os responsáveis pelas alunas identificadas foram contatados e o que a escola pretende fazer para evitar agressões a outros alunos.

A pasta não informou se procurou os responsáveis. Na nota, disse que está em contato com a família da vítima para prestar acolhimento e mencionou iniciativas de conscientização como uma cartilha contra a intolerância religiosa.

Dados do ISP (Instituto de Segurança Pública) sobre registros de ocorrência que envolvem preconceito de raça, cor, etnia e religião indicam que em 2024, último ano com dados disponíveis, 786 registros do tipo foram feitos em delegacias do estado. Em 2023, haviam sido 890 registros.

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Em São Paulo, câmeras corporais de policiais militares registraram caso em que um pai se queixou de um desenho feito pela filha que representava a mitologia dos orixás.

O caso ocorreu em novembro e as imagens se tornaram públicas nesta semana. O pai da estudante, um PM que se disse cristão, não gostou que a filha tivesse realizado um desenho relacionado a outra religião. Ele então acionou a Polícia Militar, que enviou equipes para a escola.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (24), a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) informou que o caso foi investigado pelas polícias Civil e Militar.