Depois de dias revirando o solo em um santuário que se autodenominava um abrigo onde nenhum animal era sacrificado, no norte da Califórnia, o Gabinete do Xerife do Condado de Humboldt disse na sexta-feira (26) que os investigadores desenterraram os corpos de 117 cães, além de 21 crânios e centenas de ossos caninos. Leia mais (06/28/2026 - 08h05)
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Mark Walker Remy Tumin Depois de dias revirando o solo em um santuário que se autodenominava um abrigo onde nenhum animal era sacrificado, no norte da Califórnia, o Gabinete do Xerife do Condado de Humboldt disse na sexta-feira (26) que os investigadores desenterraram os corpos de 117 cães, além de 21 crânios e centenas de ossos caninos.
Muitos dos 70 cães que foram radiografados no local mostraram evidências de fragmentos de balas, disse o gabinete do xerife William Honsal.
As horríveis descobertas foram anunciadas enquanto os investigadores conduziam uma investigação sobre crueldade e fraude pelo desaparecimento de cerca de 730 animais. Eles haviam sido colocados no Miranda’s Rescue Animal Sanctuary em Fortuna, na Califórnia, desde janeiro de 2025, segundo as autoridades.
Dentro de um celeiro, eles encontraram uma área onde as autoridades disseram que os cães provavelmente foram mortos, junto com 600 coleiras.
Num campo da propriedade, os investigadores encontraram "outros caninos falecidos em estágios avançados de decomposição", que disseram não ter removido, citando o seu estado.
"Os investigadores documentaram a localização e as observações, e o local foi coberto, deixando os animais em seu local de descanso final", disse o gabinete do xerife, em comunicado.
Honsal acrescentou que a investigação "estaria apenas começando". "Há uma enorme quantidade de dados para processar, testemunhas para entrevistar e evidências para examinar", afirmou. O gabinete também disse que a investigação, provavelmente, levaria "uma quantidade significativa de tempo", citando sua "natureza e complexidade". Nenhuma acusação foi apresentada.
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Shannon Miranda, o fundador do santuário animal, não foi encontrado para comentar o assunto e não ficou claro se ele tinha um advogado. Em comunicado divulgado no site do santuário animal, no dia 18 de junho, Miranda citou dois episódios que chamaram a atenção para seu negócio.
Ambos, disse ele, envolviam abater cães com problemas de comportamento que colocavam em perigo membros de sua equipe, voluntários e outros animais. Ele pediu ao público que esperasse que todos os fatos surgissem antes de emitir um julgamento.
"Acusações feitas sem uma compreensão completa das circunstâncias podem prejudicar, não só a minha reputação, mas também o futuro de uma organização que serve esta comunidade há décadas", escreveu ele.
Os investigadores disseram que Miranda pediria algo entre US$ 500 e vários milhares de dólares como taxa de entrega, uma prática comum em alguns abrigos.



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