Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleUm relatório da Polícia Federal revela registros de mensagens entre Daniel Vorcaro e um contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA” em novembro de 2025. Além disso, a perícia identificou cinco mensagens de visualização única enviadas pelo empresário e outras quatro imagens temporárias enviadas pelo contato atribuído ao ministro. Mesmo com recursos para apagar os dados, os investigadores reconstruíram a cronologia e o conteúdo das comunicações.
Enquanto isso, os achados da PF contradizem a versão apresentada pelo STF em março, quando o tribunal afirmou que as mensagens jamais chegaram a Moraes. Na ocasião, o Supremo atribuiu os registros a outros contatos de Vorcaro; agora, porém, a perícia aponta um número identificado no aparelho do empresário como pertencente ao ministro. Dessa forma, o relatório amplia os questionamentos sobre as comunicações entre Moraes e o dono do Banco Master.
O ministro do STF André Mendonça avalia submeter ao plenário da Corte a decisão sobre a abertura de um inquérito contra Alexandre de Moraes. A medida surge após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerar nulas as provas da Polícia Federal sobre a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. O colegiado terá a palavra final sobre o destino das apurações institucionais.
Qual é o principal argumento usado para tentar impedir a investigação
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que as provas colhidas pela Polícia Federal são nulas porque foram obtidas sem autorização prévia do próprio STF. Segundo Gonet, a Lei Orgânica da Magistratura determina que, quando surgem indícios de crime praticado por um magistrado durante uma apuração, os autos devem ser enviados imediatamente ao tribunal competente. Ele argumenta que o relator André Mendonça não poderia ter ordenado diligências para confirmar o destinatário de mensagens sem antes consultar o plenário, configurando uma violação do rito legal para investigar ministros.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta quarta-feira (2) o arquivamento das denúncias feitas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre ameaças que teria sofrido para não fechar uma delação premiada. O empresário prestou depoimento a um juiz auxiliar do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na semana passada.
A oitiva ocorreu sem a presença da Polícia Federal. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que Vorcaro não apresentou provas para fundamentar suas acusações contra os investigadores. A PF e a PGR já rejeitaram duas propostas de delação premiada apresentadas pela defesa de Vorcaro.
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