Atritos durante esforço concentrado afastam possibilidade do PL apoiar Alcolumbre à reeleição na presidência do Senado em 2027

A oposição no Senado Federal, encabeçada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), entrou em um embate direto com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), subindo o tom contra o senador amapaense em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre envolvimento de ministros no caso Master.

O relator, ministro André Mendonça, retirou o sigilo da ação que continha informações sobre o vínculo entre o também ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro na terça-feira (1º/9). Dentre as informações tornadas públicas, estão diálogos entre ambos, incluindo uma mensagem enviada antes de o empresário ser preso. “Acha que 2ª tenho que estar fora?”, questionou Vorcaro.

Essa e outras interações foram suficientes para inflamar os corredores cheios do Congresso Nacional e ofuscar discussões de pautas relevantes que estavam em votação. Ao menos três novos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes foram anunciados durante o período.

Apesar de ser uma reivindicação histórica do bolsonarismo à qual Alcolumbre nunca atendeu, a incidência do ano eleitoral deixou o ambiente mais propenso a rusgas públicas e críticas mais incisivas do que o habitual. Nas palavras de um líder partidário ouvido pelo Metrópoles sob reserva, “virou briga de bar”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles 4 imagensFechar modal.1 de 4O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com Flávio Bolsonaro ao lado

Davi Alcolumbre e Flávio Bolsonaro

Alcolumbre e Flávio Bolsonaro (PL)

Alcolumbre e Flávio Bolsonaro (PL)

Na última quarta-feira (2/9), em meio à sessão deliberativa do plenário, Alcolumbre fez uma rara manifestação mirando diretamente aliados e o próprio filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele defendeu Moraes ao citar o caso em que Flávio pediu mais de R$ 130 milhões a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse.

“Vou voltar para a pauta aqui, porque, senão, vou ter que responder muitas agressões que, como presidente do Senado, estou recebendo nos últimos dias. Eu acho… Apenas um comentário, no momento adequado, vou falar. Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para as mesmas pessoas para fazer um filme e, agora, o culpado só é o ministro Alexandre de Moraes. Mas vou fazer um relato de tudo o que quero falar”, declarou o senador.

Flávio não estava no plenário no momento da declaração, nem o líder da oposição e coordenador da campanha Rogério Marinho (PL-RN), que tem mantido uma relação relativamente próxima e cordial com o presidente da Casa. Ambos se reuniram em diversas ocasiões na presidência do Senado.

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