A Copa de 2026 tem recorde de países com perseguição aos cristãos. Conheça os dados da Portas Abertas e a situação de países como Irã e Arábia Saudita.
Por Gazeta do Povo Lab
Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleSímbolo da Copa do Mundo sendo exibido em Dallas, no Texas, durante jogo entre Japão e Suécia na quinta-feira (25). (Foto: JEFFREY MCWHORTER/EFE/EPA)A Copa do Mundo de 2026 marca um recorde histórico: 14 das 48 seleções classificadas representam nações onde cristãos sofrem perseguição extrema ou severa. O aumento, impulsionado pela expansão do torneio, acende um alerta sobre a liberdade religiosa em diversos continentes.
No topo da lista de perseguição estão o Irã e a Arábia Saudita, classificados com nível 'extremo'. No Irã, a conversão ao cristianismo é ilegal e pode levar à prisão ou perda da guarda dos filhos. Já na Arábia Saudita, igrejas públicas sequer são permitidas, e quem decide seguir o cristianismo muitas vezes precisa esconder a fé da própria família para evitar abusos.
A mudança no formato da competição, que passou de 32 para 48 seleções, permitiu a entrada de um número maior de países. Com mais vagas, nações que raramente participavam ou que possuem regimes restritivos conseguiram se classificar, elevando para 14 o número de times vindos de locais onde a liberdade religiosa é limitada, superando o antigo recorde de sete países em 2018 e 2022.
Não. Em países como México e Colômbia, o principal problema não é o governo, mas o crime organizado. Cartéis e facções perseguem líderes religiosos que tentam afastar jovens da criminalidade ou que denunciam o domínio territorial desses grupos. Na África, como na República Democrática do Congo, o cenário é de violência por milícias armadas que destroem igrejas e deslocam comunidades inteiras.
Nessas regiões, a perseguição costuma ser estrutural. O islamismo é tão ligado à identidade nacional que abandonar a religião oficial para se tornar cristão gera enormes barreiras sociais e burocráticas. Em países como Egito, Argélia e Marrocos, os fiéis enfrentam desde o fechamento forçado de templos até punições legais por compartilharem sua crença.
A visibilidade global da Copa do Mundo é vista como uma janela para conscientizar bilhões de pessoas sobre direitos humanos. O objetivo não é misturar política com esporte, mas aproveitar a atenção voltada a esses países para mostrar que, por trás das seleções em campo, existem realidades sociais de perseguição que não podem ser ignoradas pela comunidade internacional.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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