Fed deve elevar os juros americanos em meio à pressão de Trump, enquanto Copom prepara corte da Selic

Priorizar nos meus resultados Google Os futuros das bolsas americanas operam no positivo nesta quarta-feira enquanto aguardam a confirmação de uma aposta que, em outros tempos, não seria arriscada. Após meses de inflação persistentemente acima da meta de 2%, o Federal Reserve deve subir os juros americanos para tentar conter o nível de preços. As apostas indicam elevação de 0,25 ponto percentual, para a banda entre 3,75% e 4% ao ano.

A decisão desta quarta é importante porque coloca à prova a independência do BC americano após extrema pressão do presidente americano, Donald Trump, de que os juros do país deveriam cair, isso independentemente das condições da economia. Até as pedras de Washington sabem que esse seria o combustível perfeito para incendiar ainda mais a inflação.

Há ainda um segundo fator de atenção para investidores de olho em Washington: na última reunião, a entrevista do presidente do Fed, Kevin Warsh, foi considerada um desastre e gerou instabilidade nos mercados.

Nesta superquarta, o BC brasileiro vai na direção contrária, e deve cortar juros. A autoridade monetária tem margem de manobra para reduzir os juros por aqui, tudo porque a inflação parece estar cedendo após um longo período de taxa Selic na estratosfera. A expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano.

O grande desafio do Copom deve ser daqui para frente. A subida de juros nos EUA tende a levar a uma subida do dólar, o que, por consequência, aumenta o custo de produtos importados, gerando inflação. Isso enquanto o mundo volta a se preocupar com a subida do petróleo para acima de US$ 100, o que também é fonte de disseminação de inflação.

9h: BC divulga IBC-Br de julho

9h30: EUA anunciam vendas no varejo de agosto 14h30: BC publica fluxo cambial semanal 15h: Fed anuncia decisão de política monetária; Kevin Warsh (Fed) concede entrevista coletiva às 15h30

A partir das 18h: BC divulga decisão de política monetária