Trump encerra cessar-fogo com o Irã após disputas no Estreito de Ormuz. Entenda como o conflito afeta o mercado de petróleo e a segurança global.
Por Gazeta do Povo Lab
Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleImagem de arquivo do terminal petrolífero da Ilha de Kharg, por onde passam 90% das exportações de petróleo do Irã e que pode ser alvo de operação americana (Foto: Abedin Taherkenareh/EFE/EPA)O fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, anunciado por Donald Trump nesta quarta-feira (8), coloca o mundo em alerta. A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, via crucial para o petróleo global, reacende o risco de um conflito de grandes proporções no Oriente Médio.
O entendimento, conhecido como Memorando de Islamabad, durou pouco por causa de novos ataques a navios comerciais no Estreito de Ormuz. O Irã quer controlar as rotas de navegação na área, enquanto os EUA defendem a livre passagem. Trump afirmou que negociar com o regime iraniano é 'perda de tempo' e defendeu medidas drásticas para conter o que chamou de 'câncer'.
Imagine uma rua estreita por onde passa quase tudo o que a vizinhança consome. O Estreito de Ormuz é assim para o mundo: por lá transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural do planeta. Quem controla esse 'gargalo' tem o poder de sufocar a economia global, aumentando os preços dos combustíveis e gerando crises em diversos países.
Após os EUA bombardearem alvos iranianos para garantir a navegação, o Irã retaliou atacando bases americanas no Bahrein e no Kuwait. O governo iraniano afirma que esta é apenas a 'resposta esmagadora' inicial e que não aceitará interferências na gestão do estreito, definindo suas próprias regras para quem quiser passar por ali.
A Ilha de Kharg é o coração econômico do Irã. Cerca de 90% das exportações de petróleo do país dependem dos terminais localizados nessa ilha. Trump sugeriu que os EUA poderiam tomar o local, o que seria um golpe mortal nas finanças do regime islâmico e, consequentemente, em sua capacidade de financiar grupos aliados na região.
Especialistas indicam que, apesar da retórica agressiva, há um freio econômico. Uma guerra aberta fecharia Ormuz de vez, fazendo o preço do petróleo disparar, o que Trump quer evitar para não desgastar sua imagem internamente. A tendência é que ocorram dias de muita tensão e ataques pontuais antes que um novo e frágil acordo de suspensão de hostilidades seja tentado.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
Disputa pelo Estreito de Ormuz ameaça levar EUA e Irã de volta a uma guerra “total”Deixe sua opinião
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