Quando vê Vinícius Jr se consagrando como artilheiro da seleção na Copa do Mundo 2026, o técnico Cacau Beraldini reconhece a criança com quem trabalhou 20 anos atrás. Leia mais (06/28/2026 - 16h54)

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28.jun.2026 às 16h54

Quando vê Vinícius Jr se consagrando como artilheiro da seleção na Copa do Mundo 2026, o técnico Cacau Beraldini reconhece a criança com quem trabalhou 20 anos atrás.

Ele enxerga a mesma garra, velocidade e personalidade que via desabrochar quando o pequeno Vini —que era muito tímido fora do jogo— entrava em campo e se soltava.

"É o mesmo menino que iniciou lá atrás. Um jogador que vai para cima do adversário, e pode errar uma primeira vez, uma segunda vez, que vai tentar de novo, com muita personalidade e velocidade", diz Carlos Eduardo Beraldini, conhecido por todos como Cacau.

"E comemorando todos os gols com uma dancinha. Isso ele já fazia quando criança. Não é para provocar o adversário, ele adora dançar."

Era 2006 quando Vinícius José Paixão de Oliveira Jr. —que nasceu em 12 de julho de 2000 e faz aniversário uma semana antes da final desta Copa— chegou na Escolinha do Flamengo no bairro do Mutuá, no município de São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

Levado pelo pai, Vinicius José, ele foi recebido por Cacau e sua esposa Valéria Beraldini, que cuidam da escolinha onde cerca de 200 crianças aprendem os primeiros lances.

A família morava a 3 km dali, em um bairro pobre, Porto do Rosa. Vini já era bom de bola e passava horas brincando com a molecada na rua.

Com intervalos para empinar pipa e jogar bolinha de gude, foi ali que aprendeu "os melhores dribles", como o craque destacou na vida adulta lembrando a infância.

Na rua, começou a aprender cedo o domínio da bola que mais tarde o levaria ao Real Madrid, em 2018.

Eleito melhor jogador do mundo pela Fifa, em 2024, conquistou duas Champions League pelo clube —marcando gols nas finais das temporadas 2021/22 e 2023/24— e, nesta Copa 2026, alcançou um feito histórico ao balançar as redes em todos os jogos da fase de grupos, quatro ao todo.

Mas a chegada daquele Vini mirim à Escolinha do Flamengo impôs uma dificuldade para Cacau.

"Era muito fácil. O Vini pegava a bola e saía driblando todo mundo. Às vezes tinha até reclamação de alguns pais. Então logo botamos ele para treinar com os mais velhos", lembra o técnico.

"Mas nem os mais velhos criavam dificuldade para ele. O Vini atropelava todo mundo."

Dos 7 aos 10 anos, Vini se dividiu entre duas escolas de futebol, entrando também no futsal do Canto do Rio, clube centenário de Niterói.