Por Helen Sacconi, EPTV e g1 Campinas e Região

15/09/2026 12h44 Atualizado 15/09/2026

Um incêndio em prédio ocupado em Campinas (SP) matou um menino de 3 anos e feriu outros 2 nesta terça-feira (15). O imóvel é alvo de disputa judicial.

O complexo abriga 108 famílias e a Prefeitura alega ter oferecido auxílio-moradia emergencial. No entanto, os moradores recusaram e decidiram permanecer no local.

O Corpo de Bombeiros considerou o imóvel inabitável por apresentar condições precárias e falta de segurança. Uma moradora relatou que não havia água nas torneiras.

As 2 crianças sobreviventes, de 4 e 6 anos, foram resgatadas com ajuda de vizinhos e encaminhadas a hospitais devido à gravidade dos ferimentos.

O corpo do menino carbonizado foi localizado após o controle do fogo. Os bombeiros e a Polícia Científica apuram as causas do incêndio.

Incêndio mata criança de 3 anos em prédio de Campinas; outras duas ficam feridas

O prédio onde um incêndio matou uma criança de 3 anos e feriu outras duas nesta terça-feira (15), em Campinas (SP), é uma propriedade particular ocupada desde 2017 e alvo de uma ação judicial de reintegração de posse, segundo informações da Prefeitura.

O incêndio ocorreu no último andar do edifício de seis pavimentos na Rua Itapemirim, no Jardim Itayu. O menino mais novo morreu carbonizado. Os primos dele, uma menina de 6 e um garoto de 4 anos, tiveram queimaduras no rosto e foram levados para hospitais da cidade.

Além das três crianças atingidas pelo fogo, a administração municipal informou que uma das mães também precisou de atendimento médico. Ela permanece internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Carlos Lourenço (veja mais detalhes do caso abaixo).

O complexo é formado por quatro torres e, de acordo com o Executivo, o cadastro social aponta a presença de 108 famílias no local. A prefeitura alega que tentou atualizar os dados em visitas recentes da Secretaria de Habitação, mas os moradores não aceitaram realizar o recadastramento.

A gestão municipal também declarou que ofereceu o auxílio-moradia emergencial como alternativa para que as famílias deixassem a área. Segundo a nota oficial, não houve adesão e os ocupantes manifestaram o interesse de permanecer no prédio.

O depoimento de uma vizinha que preferiu não se identificar, no entanto, apresenta outra versão sobre a assistência no local. Ela afirma que os moradores tentaram comprar os apartamentos diretamente com o proprietário, mas ele recusou.

"A gente está esperando a prefeitura vir aqui para dar um auxílio-aluguel, alguma coisa, porque tem bastante criança, bastante idoso. Tem pessoas doentes, cadeirantes. Até hoje, não conseguimos ajuda nenhuma", desabafou a moradora.

O Corpo de Bombeiros apontou que o prédio apresenta condições precárias, sem hidrantes ou equipamentos de segurança, e considerou o local inabitável. A prefeitura informou que a eventual desocupação do espaço está submetida às decisões do processo judicial em andamento.

Uma criança morreu e duas ficaram feridas

Incêndio atinge prédio em Campinas e deixa feridos — Foto: Helen Sacconi/EPTV

Uma vizinha relatou que percebeu o incêndio após sentir cheiro de fumaça. Ao tentar verificar a caixa d'água do condomínio, ela constatou que não havia água nas torneiras do edifício. Em seguida, ouviu gritos e viu o apartamento da torre vizinha ser tomado pelo fogo.

As duas crianças sobreviventes conseguiram deixar o imóvel com a ajuda de moradores. Elas foram levadas inicialmente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro e, depois, encaminhadas a outros hospitais da cidade em decorrência da gravidade dos ferimentos: