O vereador paulistano Senival Moura (PT) é chamado de "presidente", "véio" e "velhinho" pelos operadores de um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo informações divulgadas pela polícia. Leia mais (06/25/2026 - 17h01)

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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O vereador paulistano Senival Moura (PT) é chamado de "presidente", "véio" e "velhinho" pelos operadores de um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo informações divulgadas pela polícia.

Senival, 61, foi preso na manhã desta quinta-feira (25), em uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil.

As referências a ele como "presidente" e "véio" constam no relatório final da Polícia Civil. O petista, segundo a investigação, funcionava como uma espécie de "instância superior" em todo o esquema.

Segundo a investigação, foi Senival quem abriu as portas da empresa de ônibus Transunião para a facção criminosa.

Senival, que está em seu sexto mandato no Legislativo paulistano, também controlava efetivamente a empresa de transporte público.

Na Câmara, Senival exerce o cargo primeiro-secretário da Mesa Diretora e preside a Comissão Extraordinária do Idoso e de Assistência Social, que é responsável por promover a defesa dos idosos, aposentados e pensionistas.

Filiado ao PT desde 1984, ele assumiu assumiu em 1º de fevereiro de 2007 como vereador suplente.

A defesa de Senival diz que a prisão causou indignação e a "verdade prevalecerá". "A medida causa enorme surpresa, sobretudo porque foi determinada em um momento extremamente sensível, às vésperas do período eleitoral, circunstância que inevitavelmente desperta questionamentos", disse o advogado Marcio Sayeg, que representa Senival.