João Campos (PSB); Luiz Inácio Lula da Silva (PT); e Raquel Lyra (PSD) - Fotos: Diego Nigro, Ricardo Stuckert e Divulgação O presidente Lula (PT) desembarca em Pernambuco hoje e encontra uma disputa estadual em temperatura máxima.
A polarização entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) vai além dos 48% de intenção de voto para a governadora e dos 44% para o ex-prefeito do Recife, segundo o Datafolha de ontem. A pauta da vez envolve as casas de apostas virtuais. O Planalto desenha o fim das chamadas bets, e os dois adversários endossam a medida presidencial, prevista para ser anunciada ainda hoje em São Paulo. A chefe do Executivo saiu na frente, atacando o rival, depois de manifestar apoio ao presidente nas redes sociais. Ontem bombardeou a gestão do PSB. Criticou a redução do imposto municipal sobre o setor de 5% para 2%, e acusou a prefeitura de transformar o Recife na capital das bets. Ela associa a atividade ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à crise de saúde pública. Horas antes, em sabatina na Rádio Maranata, João Campos declarou repúdio aos jogos de azar. Justificou a redução tributária no município, alegando adequação obrigatória à legislação nacional. O objetivo era reter no Brasil recursos antes enviados a paraísos fiscais. E elogiou a decisão iminente de Lula. A ofensiva federal carrega apelo social e econômico. Famílias brasileiras deixaram R$ 62,5 bilhões nas plataformas em 2025. O governo estuda acionar as empresas na Justiça para cobrar a conta do SUS com o tratamento de dependentes. Dados revelam que 75% da sociedade apoiam fim dos cassinos digitais. O combate à ludopatia virou trunfo político.



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