O vereador Senival Moura (PT), preso nesta quinta-feira em São Paulo, cumpre seu sexto mandato na Câmara Municipal em meio a denúncias de ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Leia mais (06/25/2026 - 19h41)
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25.jun.2026 às 19h41
O vereador Senival Moura (PT), preso nesta quinta-feira em São Paulo, cumpre seu sexto mandato na Câmara Municipal em meio a denúncias de ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A Operação Última Parada, realizada pelo Ministério Público e a Polícia Civil, cumpriu três mandados de prisão de ligados à Transunião, que atua no transporte público da capital paulista.
Segundo a investigação, Senival Moura controlava efetivamente a empresa, apesar de não integrar oficialmente a direção.
A Polícia Civil afirma que o petista "instrumentalizou a Transunião para a operacionalização de um sistema financeiro clandestino", voltado ao suporte econômico de indivíduos ligados ao PCC.
A defesa de Senival declarou ter recebido "com profunda indignação" a notícia da prisão do parlamentar e disse que a medida causa "enorme surpresa" porque "foi determinada em um momento extremamente sensível, às vésperas do período eleitoral, circunstância que inevitavelmente desperta questionamentos".
Nascido na cidade de Batalha, em Alagoas, Senival Moura, 61, migrou com a família para São Paulo em 1977. Trabalhou como engraxate e metalúrgico e foi morar no extremo da zona leste da capital.
Desde os anos 1990, ele é ligado ao setor de transporte coletivo. Na época, era um dos operadores de kombis clandestinas que circulavam entre Guaianases e Itaim Paulista, na periferia da zona leste.
Depois da regularização do serviço, durante a gestão da então prefeita Marta Suplicy (PT), Moura e sua família continuaram atuando no setor. Com a melhoria no sistema, ele tornou a região de Guaianases, Lajeado e Itaim Paulista seu reduto eleitoral. Atualmente, a Transunião é responsável por operar linhas do mesmo trajeto.
Ali, Moura mantém escritórios políticos e imóveis. As empresas de seus familiares também estão registradas nos bairros.
Em março de 2020, o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da Transunião, levou a investigações de pessoas próximas ao vereador e à suspeita de que a empresa estava envolvida com a facção.
Em 2022, uma reportagem da Folha revelou que um delator, identificado pelo codinome "Guilherme" informou à polícia que Senival era "figura central" na trama do assassinato de Adauto Jorge.
Conforme documentos obtidos pela Folha na época, ele afirmou que Senival mantém ligação com o PCC desde o final dos anos 1990 e que montou um esquema de lavagem de dinheiro para a facção em contrapartida ao apoio recebido quando disputou sua primeira eleição, no início dos anos 2000.
Ainda segundo a versão de Guilherme, Senival sempre foi o verdadeiro presidente da Transunião e de suas antecessoras.
A vítima do crime, segundo a polícia, era uma espécie de "testa de ferro" do vereador na direção da empresa. A polícia acredita que ele tenha sido assassinado por integrantes do PCC após descoberta de desvios financeiros na empresa.
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