O forte calor no continente europeu afeta a produção de grãos, que deverá recuar para 277 milhões de toneladas neste ano, após ter atingido 292 milhões em 2025. Mesmo com o recuo, no entanto, o volume a ser colhido na União Europeia se manterá no patamar da média dos últimos cinco anos, conforme as previsões mais recentes dos técnicos da área agrícola do bloco. Leia mais (06/23/2026 - 19h30)

A coluna é assinada pelo jornalista Mauro Zafalon, formado em jornalismo e ciências sociais, com MBA em derivativos na USP

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

23.jun.2026 às 19h30

O forte calor no continente europeu afeta a produção de grãos, que deverá recuar para 277 milhões de toneladas neste ano, após ter atingido 292 milhões em 2025. Mesmo com o recuo, no entanto, o volume a ser colhido na União Europeia se manterá no patamar da média dos últimos cinco anos, conforme as previsões mais recentes dos técnicos da área agrícola do bloco.

O calor e a seca afetam o desenvolvimento das culturas em algumas regiões, mas não em todas, segundo avaliação desses técnicos. Em algumas áreas, a temperatura deste ano supera em 11°C a da média dos últimos anos. O solo perde umidade e a produtividade deverá cair ao longo da safra.

A França, um dos principais países produtores da Europa, teve regiões com forte calor em maio, combinado com baixos níveis de umidade do solo. Além de afetar a produção agropecuária, o calor já provoca dezenas de mortes no país.

A Europa registra picos de 40ºC, superando em 6ºC uma média de longo prazo para esse período. Em algumas áreas, a temperatura supera 35ºC por vários dias seguidos, o que não é normal.

Assim como na França, a Ucrânia, outro país importante na produção de grãos na região, também tem déficits de precipitação desde a primavera, afetando a umidade do solo e a produtividade.

Além de França e Ucrânia, as análises dos técnicos da União Europeia apontam problemas em várias regiões da Itália, da Espanha, da Polônia e da Alemanha. A seca afeta a produção de grãos em várias áreas do mundo, mas a produção mundial deste ano foi boa na China, atingindo o recorde de 715 milhões de toneladas, nos Estados Unidos e no Brasil, principais produtores mundiais.

Nos Estados Unidos, soja e milho atingiram 121 milhões e 406 milhões de toneladas, respectivamente, um volume, no entanto, que não deverá ser atingido no período 2026/27, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar

Os chineses colocam 301 milhões de toneladas de milho no mercado, 209 milhões de arroz e 140 milhões de trigo. Já o Brasil tem previsão de safra recorde de 359 milhões de toneladas, volume puxado pela produção de 180 milhões de toneladas de soja.

Seguro O roubo de maquinários no campo teve forte aceleração neste ano, segundo dados do Bradesco Seguros. Houve aumento também nas ocorrências por danos elétricos.