O Procurador-geral da Ucrânia apresentou hoje a demissão após ter sido mencionado em gravações feitas pelo Gabinete Anticorrupção (NABU) durante investig...

Ruslan Kravchenko disse ter pedido a demissão porque pretendeu evitar que o cargo de Procurador-geral seja utilizado como instrumento de confronto político.

Nas conversas gravadas pelo NABU, alguns suspeitos referiam-se como "o chefe" a uma pessoa que, supostamente, protegia centros de atendimento telefónicos que operavam na Ucrânia, aplicando fraudes em pessoas vulneráveis no próprio país, na Rússia, em Israel, em países da Ásia Central de língua russa e em países da União Europeia.

O NABU deu a entender que "o chefe" em questão era Ruslan Kravchenko.

Na semana passada, as autoridades anticorrupção ucranianas detiveram o vice-chefe do departamento de Cooperação Internacional da Procuradoria, Serhiy Kropiva, pelo alegado envolvimento num esquema de corrupção.

Kropiva é suspeito de envolvimento num esquema de branqueamento de capitais que envolveu cerca de dois mil milhões de euros.

Os centros de atendimento telefónico, conhecidos na Ucrânia pelos enormes lucros que geram, atuam frequentemente oferecendo às vítimas oportunidades de negócio, por vezes a envolver criptomoedas ou produtos financeiros fictícios.

Em alguns casos, os operadores também se fazem passar por funcionários de instituições bancárias ou dos serviços de segurança, solicitando dados às vítimas sob o pretexto de garantir segurança.

Segundo a imprensa ucraniana, as fraudes criaram um problema diplomático à Ucrânia, uma vez que os países europeus que apoiam Kiev estão entre os alvos dos operadores dos centros de atendimento.

Depois da publicação das primeiras notícias sobre o escândalo que envolveu responsáveis da Procuradoria nos esquemas fraudulentos, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apresentou ao parlamento duas propostas de lei para combater os crimes.

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