O Programa Alimentar Mundial (PAM) está a reduzir para metade a ajuda à Cisjordânia devido à falta de financiamento, diminuindo o número de beneficiários ...

"O PAM é obrigado a reduzir para metade o número de pessoas que está a ajudar na Cisjordânia", afirmou o diretor da organização nos territórios palestinianos Shaun Hughes, em conferência de imprensa em Genebra, na Suíça.

"Isto está a acontecer numa altura em que as necessidades alimentares na Cisjordânia mais do que duplicaram" em comparação com 2023, quando teve início do conflito armado em Gaza.

Só na Cisjordânia, 900 mil pessoas sofrem de insegurança alimentar, o que significa que não têm acesso regular a alimentos.

O PAM tem enfrentado na Cisjordânia e a nível global uma crise de financiamento provocada sobretudo pelo corte de doações internacionais e pelo aumento da procura por ajuda humanitária

O programa depende por completo de contribuições voluntárias de governos e parceiros privados, mas, nos últimos anos, os principais doadores internacionais (nomeadamente os Estados Unidos) decidiram fazer grandes cortes no orçamento enviado a agências da ONU.

Só em 2025, a agência registou uma redução do financiamento global estimada em 40%, pelo que os programas básicos têm contado apenas com metade do valor necessário.

Além disso, o orçamento global de ajuda humanitária teve de se dividir devido ao surgimento e agravamento de múltiplos conflitos de grande escala e choques climáticos em simultâneo, como no Sudão, Ucrânia, Afeganistão e Haiti).

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