Governo do estado anuncia o funcionamento do BRT Metropolitano em Belém e sete municípios O promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento, do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), classificou como “absurdo” e “esdrúxulo” o sistema BRT em Belém funcionar sob duas administrações diferentes: uma municipal e outra estadual. Segundo ele, a existência de dois sistemas operando de forma não integrada prejudica diretamente a população e representa desperdíci
Por g1 Pará, Marcus Passos, Taymã Carneiro — Belém
23/07/2026 05h02 Atualizado 23/07/2026
O promotor Marco Aurélio Nascimento propôs um TAC para integrar os sistemas de BRT em Belém. Ele classificou a duplicidade como "absurdo".
Em maio de 2025, o MPPA recomendou a unificação da gestão. O BRT Metropolitano começou a operar sem integração em novembro de 2025.
O projeto original de 1991 previa integração, mas os governos separaram as obras em 2012. Isso gerou sobreposição de linhas.
Governo do estado anuncia o funcionamento do BRT Metropolitano em Belém e sete municípios
O promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento, do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), classificou como “absurdo” e “esdrúxulo” o sistema BRT em Belém funcionar sob duas administrações diferentes: uma municipal e outra estadual.
Segundo ele, a existência de dois sistemas operando de forma não integrada prejudica diretamente a população e representa desperdício de dinheiro público.
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De acordo com o promotor, a 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Meio Ambiente e Urbanismo da Região Metropolitana de Belém propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para promover a integração plena entre o BRT Belém e o BRT Metropolitano. Um prazo de 20 dias foi dado para que o estado e o município se manifestem sobre a proposta.
“Em outras capitais existe apenas um sistema. É uma coisa assim absurda realmente ter dois sistemas. [...] Dois sistemas estão funcionando operacionalmente, mas incompatíveis, não conversam. A população é que sofre, é penalizada”, afirmou.
Em maio de 2025, o MPPA já havia apontado falhas no BRT de Belém e recomendado que a gestão fosse transferida da prefeitura para o governo do estado. A medida não foi adotada. Em novembro de 2025, o BRT Metropolitano começou a operar sem integração com o sistema municipal.
A prefeitura disse que "a proposta do MPPA está em tramitação" - (veja o posicionamento completo ao final da reportagem). O g1 também pediu posicionamento do Governo do Estado, mas não havia obtido retorno até a última atualização da reportagem.
Dois sistemas “incompatíveis”
O promotor reforçou que a duplicidade de estruturas representa gasto desnecessário de recursos públicos.
“É uma coisa esdrúxula, totalmente esdrúxula, ter dois sistemas. Nosso entendimento é que é um desperdício de dinheiro público, é como se nós estivéssemos jogando dinheiro pela janela. Bilhões foram gastos nessas obras, tanto pela prefeitura quanto pelo estado”, disse.
Segundo ele, parte dos recursos investidos inclui financiamento do governo federal, por meio da Caixa Econômica. Atualmente, há duas despesas distintas para manutenção dos sistemas: o municipal, sob responsabilidade da Segbel, e o BRT Metropolitano, gerido pelo NGTM com fiscalização da Arcon.
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O promotor afirmou que não há um valor exato do custo total de manutenção, mas destacou que há sobreposição de linhas.
“Muitas dessas linhas, se fossem integradas, nós teríamos condições de dar um serviço de melhor qualidade”, disse.


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