Vice-presidente da sigla afirma que o partido deu "passos para trás" na construção de alianças com o centro ao fazer “discurso muito esquerdista” e voltado aos costumes
Billy Boss/Câmara dos Deputados - 29.mar.2026
de Brasília 6.ago.2026 (quinta-feira) - 17h53 Siga o Poder360 no Google
O vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, fez uma autocrítica na 4ª feira (5.ago.2026) sobre a condução da cúpula petista ao não consolidar alianças com partidos de centro. Nesta eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá o maior número de partidos de esquerda e centro-esquerda em sua coligação já no 1º turno: PT, PC do B, PV, PSB, PDT, Psol e Rede. Um fato-novo desde 1989.
Assista à íntegra da entrevista (32min55s):
Quaquá, que coordena a campanha de Lula no Rio de Janeiro, defendeu que a tentativa de reeleição do presidente seja centrada em propostas de desenvolvimento econômico e distribuição de renda.
Segundo ele, o PT deve evitar concentrar a campanha em acusações contra adversários ou em temas relacionados a investigações policiais.
“O debate que nós temos que fazer é de desenvolvimento econômico: como esse Brasil, nesse mundo multipolarizado, vai virar uma potência econômica e como vai distribuir renda e riqueza para melhorar a vida do povo”, disse.
De acordo com ele, a sigla se afastou de uma estratégia que havia ajudado nas vitórias anteriores de Lula, baseada no diálogo com setores empresariais.
O prefeito de Maricá tinha uma reunião marcada com o ministro da Defesa, José Múcio, na 4ª feira (5.ago), em Brasília, para tratar de um hub de construção de satélites com chineses e coreanos. O encontro foi cancelado por causa de problemas técnicos no avião que Quaquá utilizaria.
Quaquá também busca expandir as operações do aeroporto de Maricá, tornando-o internacional. Ele também quer que haja um hub com a cidade de Parnaíba (PI) e afirmou ter conversado com o governador piauiense, Rafael Fonteles (PT), sobre o tema.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário