Putin destacou ainda que os líderes europeus "assustam as suas populações com uma ameaça imaginária (proveniente) da Rússia". "Essa ameaça não existe nem nunca existiu", vincou.
Esta ideia tinha sido discutida pelos líderes europeus durante vários anos, mas nunca se chegou a concretizar.
A Rússia justifica a sua ofensiva contra a Ucrânia, entre outras razões, pela ameaça que representa para si a expansão da NATO – aliança militar ocidental a que Kiev aspira aderir – até às suas fronteiras.
Putin e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, discutiram hoje os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, bem como o seu impacto no comércio marítimo e na segurança dos marinheiros indianos.
Os dois responsáveis encontraram-se numa reunião bilateral, realizada em Nova Deli antes da cimeira dos líderes dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Indonésia).
A presidência russa (Kremlin) anunciou esta semana que a reunião iria abordar a cooperação em matéria de defesa e tecnologia, incluindo a modernização dos mísseis BrahMos, as entregas pendentes dos sistemas S-400, a possível venda de caças Su-57 e projetos de energia nuclear civil.
A cimeira dos BRICS prossegue até domingo com uma agenda dominada pela guerra no Médio Oriente, tensões comerciais e as dificuldades em chegar a um consenso dentro do bloco alargado dos 11 países em desenvolvimento.




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