Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante) foram entrevistados
Seis candidatos à Presidência da República foram entrevistados na série de sabatinas realizada pela Rede Globo ao longo da última semana: Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante), conforme ordem sorteada. Quem teve o melhor desempenho nas sabatinas conduzidas por Renata Vasconcellos e César Tralli? Confira o resumo da participação de cada um dos candidatos.
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Cada entrevista teve 40 minutos de duração, com dois blocos, e um minuto para considerações finais no encerramento. Foram convidados os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de intenções de voto, divulgada em 14 de agosto.
O candidato abriu a série de sabatinas na segunda-feira, 24. De frente para Renata Vasconcellos e César Tralli, Zema aparentou nervosismo e o embate entre eles foi marcado por 13 interrupções dos jornalistas. Sobre os temas elencados, o ex-governador de Minas Gerais aproveitou o momento para defender anistia a Bolsonaro, disse ser contra a obrigatoriedade de vacinas e afirmou se inspirar na política de Nayib Bukele, presidente controverso de El Salvador.
A questão econômica foi a primeira abordada. Renata destacou que, enquanto governador, Zema dobrou a dívida do Estado. "Por que o eleitor deve acreditar que o senhor, se eleito, vai conter o crescimento da dívida pública federal se não conseguiu diminuir o tamanho da dívida do governo de Minas?". Sem responder diretamente, alegou que as dívidas aumentaram por conta do comando em Brasília.
"Quero simplificar as leis trabalhistas e criar um regime de trabalho por hora, como existe em todo país sério e desenvolvido. Com isso, vamos formalizar o trabalho".
"Eu tomei todas as vacinas da Covid e acredito na ciência. Agora, eu não posso permitir que uma família seja perseguida porque alguém não tomou a vacina. O papel do governo é fazer campanhas de conscientização para vacinar o maior número de pessoas possível, porque, caso contrário, podemos ter um surto".
"Venho do setor privado. Sempre criei empregos, mais de 5 mil. Sou empreendedor, como a maioria dos brasileiros, e vou combater como ninguém os privilégios e a corrupção, como fiz quando fui governador de Minas Gerais".
A entrevista com Caiado, na terça-feira, 25, foi marcada por cerca de 40 interrupções ou tentativas de interrupção dos jornalistas, que muitas vezes foram ignorados pelo ex-governador de Goiás. O candidato evitou responder perguntas comprometedoras e detalhar planos. Ao longo da noite, tentou se colocar como 3ª via.
Anistia foi a primeira pauta levantada e Caiado afirmou que irá encaminhar ao Congresso Nacional um projeto para que haja uma anistia geral e ampla --o que absorveria também o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros militares condenados pela trama golpista. Sobre Segurança Pública, ele quer criar uma polícia unificada na América do Sul para combater o narcotráfico. Já a respeito da questão econômica e da alta dívida pública que necessita de ajuste fiscal, ele não descreveu o caminho que pretende trilhar se eleito.
“O traço do brasileiro não é de construir o ódio, de revanche eterno. Isso é histórico no Brasil. Desde o império você tem anistia [...] O que eu quero dizer nesse momento é que nós precisamos acabar com essa polarização, temos que pacificar o País. Ninguém aguenta mais essa situação. Esse clima está criando, como sempre, esse processo de um contra o outro”.
"Eu vou criar uma polícia, que essa polícia vai poder entrar [no país] desde que seja tratando de assunto de contrabando de armas, lavagem de dinheiro, drogas. Você não precisa ter limite. Você vai passar para outros países e eles também terão toda a liberdade de adentrar o Brasil. Isso não compromete a soberania".
"Eu já não defini o macro? Então estou dizendo como vou fazer. Agora, essas situações todas... Vou priorizar o que? Combate à corrupção, salários extorsivos, desvios de verbas de emendas, trabalhar com relação à reforma administrativa".
O terceiro entrevistado pela Rede Globo foi Renan Santos, na quarta-feira, 26. O candidato defendeu o desenvolvimento de uma bomba nuclear para fazer do Brasil protagonista e soberano, se disse alinhado ao entendimento "prendeu, matou", e reivindicou uma reforma da Previdência.
Sobre economia, o candidato do Missão apontou que sua estratégia é cortar o aceleramento da dívida pública com corte de gastos e, em paralelo, conseguir aumentar o PIB. Ele defende que pisos sejam desindexados, com maior liberdade para gastos conforme a necessidade dos estados. "Quando essa liberdade não é gerada, há um gasto ineficiente e pouco inteligente de dinheiro", apontou.
"Eu não preciso de um estudo científico para determinar que uma nação tem que ter força política para se proteger de outras nações. Eu posso trazer apenas dados da realidade. A realidade é muito clara: as nações mais poderosas dispõem de armas nucleares e elas se fazem respeitadas por isso”.
"Não vou sair desrespeitando todas as medidas do STF, isso é absurdo. [...] Se estou no meio de uma operação policial e vier uma decisão monocrática falando 'pare tudo' e isso colocar em risco a vida dos moradores da favela, não vou cumprir".
“Falo do banho de sangue... Pode não ser a palavra mais bonita para a pessoa que está assistindo em casa, mas é a única coisa que eu posso fazer como resposta a alguém que tá com uma arma apontada para uma pessoa”.
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva foi o quarto a participar da série de sabatinas com os presidenciáveis na quinta-feira, 27. O assunto que abriu a noite foi o seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que é investigado em três inquéritos pela Polícia Federal. Como já vem afirmando nos últimos meses, Lula disse que ele terá que “provar a inocência" e que, se cometeu algo ilícito, terá que pagar por isso.


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