Universidades públicas e particulares cobram taxas que variam conforme a instituição e o processo seletivo

A taxa de inscrição é o valor pago pelo candidato para confirmar sua participação no processo seletivo. A quantia ajuda a custear despesas relacionadas à elaboração e à aplicação das provas e, em alguns casos, representa uma importante fonte de financiamento das instituições responsáveis pelos exames.

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Em São Paulo, quem pretende prestar os principais vestibulares públicos do Estado e também o Enem terá de desembolsar, ao todo, pelo menos R$ 768 em taxas de inscrição. A conta considera a Fuvest (R$ 228), a Unicamp (R$ 230), a Unesp (R$ 225) e o Enem (R$ 85).

Para colocar esse valor em perspectiva, a soma corresponde a cerca de 47,4% do salário mínimo vigente no país em 2026, de R$ 1.621. E olha que estamos falando apenas de quatro processos seletivos, sem contar os vestibulares de universidades particulares ou outras despesas que podem aparecer pelo caminho.

A boa notícia é que os candidatos que atendem aos requisitos podem contar com isenção ou redução da taxa nos vestibulares citados. Em geral, os benefícios são destinados a estudantes de famílias de baixa renda. Entre os critérios, estão limites de renda per capita de até 1,5 salário mínimo ou de até dois salários mínimos para quem cursou todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista, conforme as regras de cada processo seletivo.

Por isso, vale sempre conferir o edital do vestibular escolhido e ficar de olho nos prazos para solicitar o benefício. Afinal, perder a data da isenção pode significar uma despesa a mais justamente quando o orçamento já está cheio de planos.

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Os valores atuais podem assustar à primeira vista, especialmente quando o candidato pretende prestar vários exames. Mas há um detalhe importante nessa história: apesar dos aumentos nominais das taxas ao longo dos anos, o custo total para participar dos principais processos seletivos representa hoje uma parcela menor do salário mínimo do que representava há 15 anos.

Considerando a inflação acumulada pelo IPCA entre 2011 e 2026, de cerca de 139%, a soma das taxas cresceu menos do que a inflação no período. Em termos reais, portanto, o custo conjunto das inscrições é menor hoje do que era em 2011, segundo cálculos divulgados pela Folha de S. Paulo.

Os vestibulares paulistas tiveram reajustes inferiores à inflação nesse intervalo. A exceção é o Enem: a taxa passou de R$ 35 para R$ 85, uma alta nominal de 142,9%, acima da inflação acumulada no período. Ainda assim, o exame continua entre os processos seletivos com menor taxa de inscrição no Brasil.

Quem também pretende tentar uma vaga em uma universidade particular precisa colocar outras taxas na conta. E os valores variam bastante de uma instituição para outra e também de acordo com a modalidade de ingresso.

Na FGV (Fundação Getulio Vargas), por exemplo, a taxa é de R$ 275. Para quem utiliza a nota do Enem, o valor cai para R$ 135, com exceção dos cursos das escolas de Direito e Economia em São Paulo, que mantêm a taxa de R$ 275.

Na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), a inscrição custa R$ 280. Já na PUC-Campinas, os valores variam conforme o curso e o período de inscrição. Para Medicina, a taxa vai de R$ 296, com 20% de desconto para quem se inscreveu até 8 de setembro, a R$ 370, valor integral a partir de 24 de setembro. Para os demais cursos, a taxa varia de R$ 112, com o desconto, a R$ 140, no valor integral.

Na Universidade Presbiteriana Mackenzie, a taxa é de R$ 200, mas há períodos promocionais. Em uma dessas condições, o valor pode cair para R$ 100, com desconto de 50% para inscrições realizadas até 3 de novembro de 2026.

No Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), a taxa é de R$ 380 para o processo tradicional ou para modalidades como Enem e SAT. Já na FAAP, o valor é de R$ 170 para a prova tradicional/inverno. Para quem utiliza a nota do Enem, a taxa fica em R$ 25.

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Com tantas opções de vestibular, fazer as contas antes de confirmar as inscrições pode ajudar a organizar melhor o orçamento. E, se o estudante tiver direito à isenção ou a algum desconto, é importante aproveitar o benefício dentro do prazo.

Cada candidato pode montar sua própria estratégia: considerar os cursos de interesse, as modalidades de ingresso disponíveis e, claro, quanto cabe no bolso. Assim, o planejamento para chegar à universidade começa antes mesmo de abrir o caderno de questões.

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