Os resultados da mais recente edição do PISA já são conhecidos e indicam que, apesar de Portugal continuar estatisticamente próximo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os alunos portugueses...

Os resultados da mais recente edição do PISA já são conhecidos e indicam que, apesar de Portugal continuar estatisticamente próximo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os alunos portugueses de 15 anos tiveram o pior desempenho de sempre em Leitura, e o desempenho global do país é já o pior dos últimos 20 anos.

Acrónimo para Programme for International Student Assessment, o PISA é o maior estudo internacional de educação, promovido pela OCDE de três em três anos.

Na edição de 2025 participaram mais de 760 mil alunos de 91 países e economias, incluindo cerca de sete mil estudantes portugueses de 225 escolas.

Uma das grandes novidades desta edição foi a introdução de um quarto domínio de avaliação: a Aprendizagem no Mundo Digital, focada na resolução computacional de problemas.

O relatório dedica também particular atenção ao papel da Inteligência Artificial (IA) na sala de aula, um tema que ganhou peso nos últimos anos.

Tanto a Leitura como a Matemática atingiram mínimos históricos:

No ranking internacional, Portugal ocupa agora o 26.º lugar em Leitura, o 29.º em Ciências e o 30.º em Matemática, com quedas de posições em Leitura e Matemática face ao ciclo anterior.

Se há um tema que marca esta edição do PISA, é o uso da IA pelos estudantes. Em Portugal, 48% dos alunos já recorrem a chatbots de IA para estudar e fazer trabalhos, uma percentagem ligeiramente acima da média da OCDE (46%).

Contudo, os dados mostram que os alunos que usam chatbots de IA obtêm, em média, resultados 20 pontos mais baixos em Ciências do que os colegas que não recorrem a estas ferramentas.

Curiosamente, este padrão não é universal: em vários países asiáticos, o uso de IA associou-se antes a melhores resultados, sugerindo que o contexto e a forma como a ferramenta é integrada nas aulas fazem toda a diferença.

A distração digital também foi avaliada: 28% dos alunos da OCDE dizem que os colegas se distraem com dispositivos digitais durante a maior parte das aulas de Ciências, e essa distração está associada a notas mais baixas.

Por isso, a organização recomenda um uso moderado e orientado da tecnologia, em especial para dar feedback e permitir prática mais personalizada, sem nunca substituir o raciocínio e a aprendizagem ativa dos alunos.

Um dos dados mais preocupantes do relatório é o aumento de alunos que não atingem o nível mínimo de proficiência. Nos últimos 10 anos, a percentagem de estudantes abaixo do nível 2, considerado o patamar básico de literacia, subiu 11 pontos percentuais, especialmente em Matemática e Leitura.

Neste cenário, os investigadores concluíram que a escola portuguesa continua capaz de garantir um patamar mínimo à maioria dos alunos, mas tem cada vez mais dificuldade em produzir desempenhos de topo.

Tags: educação

Com o desinvestimento na educação, a exemplo de em outros serviços públicos, esse factor não é de admirar. A primeira e única prioridade deste país neste momento é arrasar floresta e consequentemente biodiversidade para plantar painéis e ventoinhas em prol do carro elektro.

Nessa altura já terão uma IA implantada no cérebro. Entram na escola a saber tudo.

Nem de propósito, a quem interessar: https://www.youtube.com/watch?v=zlDF3RBh9x8

Só perceberam isso, agora?? Claro que ia acontecer, mais tarde ou mais cedo. Os jovens já nem falar sabem.

Mas ganham mais que tu que sabes falar aqui mas na realidade deves ser mais um RSI hehe