Arthur Botelho/Folha de Pernambuco O candidato a governador João Campos (PSB) voltou a comentar, na manhã desta segunda-feira (31), o episódio dos cartazes apócrifos com agressões à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), que aparecerem afixados em alguns locais no Centro do Recife na manhã de ontem.

Foi a primeira vez que o ex-prefeito falou sobre o assunto com a imprensa. Antes, havia feito um vídeo para as redes sociais. Depois de participar de um compromisso de campanha, em Areias, João Campos afirmou que, assim como disse no vídeo, qualquer tipo de ataque a qualquer candidatura é absurdo e não pode ser tolerado. “De forma imediata, a Frente Popular de Pernambuco entrou na Justiça Eleitoral, pedindo uma investigação para saber quem fez a colagem deste panfleto no Centro do Recife. Da mesma forma, entramos contra os adversários políticos que queriam fazer ilações, dizendo que isso teria relação comigo ou com aliados meus”, disse o candidato. “Só tenho a certeza de que quem fez isso é um criminoso. Algum criminoso fez isso, e a Justiça tem que descobrir quem é. Urgente, urgente. A Justiça, a polícia, o Ministério Público precisam urgentemente esclarecer o que é isso. Quem fez isso praticou um crime. Não tem conversa. E eu jamais, jamais faria ou autorizaria qualquer tipo de prática como essa. Isso é inadmissível”, comentou João Campos. João também comentou a decisão da Justiça Eleitoral, que ontem mesmo determinou a retirada de qualquer postagem que atribua ao PSB a autoria dos cartazes. “Vamos atrás da justiça criminal para responsabilizar criminalmente quem está fazendo isso”, acrescentou. João Campos também voltou a lembrar da gravidade das agressões que foram dirigidas à governadora, principalmente a que envolve o marido dela, que faleceu no dia do segundo turno da eleição de 2022. “Perdi meu pai durante uma eleição. A candidata Raquel Lyra perdeu o esposo dela durante uma eleição. A dor de ninguém deve ser objeto de discussão política e muito menos de calúnia, de difamação ou de discurso de ódio”, afirmou.