Partidos oficializam chapas antes de submetê-las à Justiça Eleitoral. Lula e Flávio Bolsonaro ...
Partidos oficializam chapas antes de submetê-las à Justiça Eleitoral. Lula e Flávio Bolsonaro disputam maiores fatias do eleitorado, ao lado de estreantes na corrida ao Planalto.Com a abertura da temporada de convenções partidárias em julho, começou a se definir a lista de candidaturas à Presidência da República das eleições de 2026. A cerca de dois meses do primeiro turno - marcado para 4 de outubro -, é nesta época que os partidos escolhem formalmente as suas chapas, antes de solicitar o seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cabe, então, à Justiça Eleitoral garantir que os nomes apresentados pelos partidos cumprem os requisitos, incluindo os estabelecidos pela Lei da Ficha Limpa.
As pesquisas de opinião indicam que a corrida presidencial deste ano estará fortemente concentrada em dois candidatos, que reúnem as intenções de voto das maiores fatias do eleitorado: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato ao quarto mandato pelo Partido dos Trabalhadores (PT), e o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo Partido Liberal (PL).
Veja abaixo as candidaturas já oficializadas pelos partidos.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Aos 80 anos, o petista disputará sua sétima eleição presidencial. Ao oficializar a candidatura no domingo (02/08), o PT confirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como número 2 da chapa do governo.
Lula vem afastando questionamentos sobre sua idade e condição física, mas já sinalizou que não pretende concorrer novamente em 2030. Com uma longa trajetória nos movimentos sindicais e na política brasileira, ele governou o país entre 2003 e 2010 e voltou ao Palácio do Planalto em 2023, com o combate à pobreza no centro da sua plataforma política.
De abril de 2018 a novembro de 2019, o ex-presidente ficou preso em Curitiba, após se tornar réu no âmbito da Lava Jato e ser condenado em segunda instância. Com isso, ficou inelegível para a campanha presidencial de 2018.
A sentença do juiz Sergio Moro seria anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e Lula recuperaria os direitos políticos em 2021, o que lhe permitiu concorrer novamente em 2022.
Neste ano, a expectativa é de que sua campanha seja marcada, entre outros temas, pelas discussões sobre a relação com os Estados Unidos, a política de defesa e a soberania nacional frente a interesses estrangeiros.
Flávio Bolsonaro (PL)
Mantendo o clã Bolsonaro na disputa pelo Planalto, o candidato do PL carrega as bandeiras conservadoras do pai, que cumpre prisão domiciliar e está inelegível.
Com 23 anos de carreira política — ele foi eleito a deputado estadual no Rio de Janeiro pela primeira vez em 2003 —, Flávio tem 45 anos, é formado em direito e ocupa cadeira no Senado desde 2019.
Em dezembro, ele anunciou que Jair Bolsonaro lhe conferira "a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação". Para sua campanha, ele apostou na imagem de primogênito do "capitão" e defensor da família tradicional.
Um dos seus temas centrais é o combate linha-dura ao crime organizado, inspirado no modelo do presidente direitista Nayib Bukele, de El Salvador. Ele também investe nos ataques ao STF, no apoio ao agronegócio e na declarada aliança com líderes ideologicamente alinhados, incluindo o presidente Javier Milei, da Argentina, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel.
A lista de desafios para a campanha inclui as apontadas relações de Flávio com Daniel Vorcaro, do Banco Master; o fato de ter sido investigado pela "rachadinha", isto é, os desvios de salários dos seus assessores; e uma percebida falta de apoio por parte do eleitorado feminino. Em entrevista à TV Band em agosto, Flávio afirmou que respeitará o resultado das urnas, ao contrário do que fez seu pai quando perdeu as eleições de 2022.
Ronaldo Caiado (PSD)
O ex-governador de Goiás concorre pelo Partido Social Democrático (PSD), tendo como vice Gilberto Kassab, que é ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro.
Parte da sua estratégia de campanha é se apresentar como único candidato capaz de derrotar Lula no segundo turno, falando ao eleitorado que resiste a votar tanto no petista quanto em Flávio.
"Não é possível que o Brasil vá querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional," disse ele ao lançar sua candidatura em julho, em referência aos candidatos do PL e do PT.




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