Crítica à condução de Edson Fachin no STF e à reação da imprensa às declarações de Flávio Dino sobre o caso Master.

A famigerada sessão de 15 de setembro do Supremo Tribunal Federal gerou interpretações as mais proselitistas, partidárias, inverossímeis e esdrúxulas. Por ter sido protagonista dos debates, com intenso brilho retórico, o ministro Flávio Dino chamou para si muitas críticas de “analistas” da imprensa. Bolsonaristas disfarçados de imparciais correram afirmar que Dino atua para favorecer Alexandre de Moraes. Estrategicamente, talvez? Bem, jogar o jogo daquela corte sem estratégia é pedir para ser morto.

Na imprensa brasileira atual, bom português não basta para bom entendimento , além de não ser praticado pela própria.

O que mais assombra, contudo, é a horda de condoídos com a “dureza” e a “rispidez” com que Flávio Dino dirigiu-se ao presidente Edson Fachin. Prefere-se a pieguice de uma Cármen Lúcia, que votou “por respeito” ao relator, vitimizando-se diante de uma crise que exige postura forte dela, numa manifestação teatral e demagógica.

Se o Supremo patina na superação da presente crise, boa parte de responsabilidade é do seu presidente, que demonstra incrível falta de pulso. Fachin convocou uma sessão sem estabelecer seu rito, criando um ambiente propício ao tumulto. Pode até ser dono de personalidade ponderada e saber jurídico, mas não tem estofo para ordenar um colegiado de estrategistas irascíveis, muito menos de liderar uma movimento que resgate a respeitabilidade da corte constitucional.

Por que tanta piedade da mídia com o senhor Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal? Se a instituição pode ser massacrada dia a noite, por que o homem que responde por ela merece ser preservado?