Diretor reconhece que clube pode ter errado no momento da demissão do argentino A eliminação do São Paulo para o Boca Juniors na Copa Sul-Americana
O dirigente afirmou que a saída do treinador argentino aconteceria de qualquer maneira. Entretanto, admitiu que o São Paulo pode ter escolhido o momento errado para realizar a mudança e também explicou o incômodo provocado pelo discurso de Crespo sobre a busca pelos 45 pontos no Campeonato Brasileiro.
Crespo deixou o São Paulo em março, quando Rafinha ainda dividia responsabilidades no departamento de futebol com Rui Costa. Meses depois, o atual diretor reconheceu que o momento da demissão pode não ter sido o mais adequado.
“A demissão do Crespo ia acontecer, mas o tempo em que foi demitido pode ter sido errado. Podemos ter nos equivocado, isso já foi falado, já respondi isso anteriormente. A gente não pode ficar preso nessa situação”, afirmou Rafinha.
Naquele período, o São Paulo aparecia nas primeiras posições do Brasileirão. Ainda assim, declarações de Crespo sobre os objetivos da equipe para a competição provocaram desconforto nos bastidores.
No início da temporada, Crespo adotou uma postura cautelosa ao projetar o Campeonato Brasileiro. O argentino utilizou a marca dos 45 pontos, normalmente associada à permanência na Série A, como uma referência para a campanha.
Rafinha explicou que discordava da mensagem transmitida aos torcedores. Para o dirigente, o São Paulo precisava apresentar uma ambição maior desde o começo do campeonato.
“Como vou começar o Brasileiro e falar para o torcedor que vamos disputar 45 pontos? Como vamos transmitir isso ao torcedor? Respeito a opinião, mas quero terminar o campeonato de uma forma melhor, não só com 45 pontos”, declarou.
Além de falar sobre Crespo, Rafinha respondeu às cobranças direcionadas ao seu próprio trabalho. O ex-lateral chegou ao São Paulo para exercer a função de gerente esportivo, mas mudanças internas fizeram com que assumisse posteriormente como executivo de futebol.
“Eu tô tentando fazer o meu trabalho da melhor forma. Claro que o torcedor tem sempre a razão e sempre vai cobrar. Não foi essa a função que eu entrei aqui no São Paulo. Eu entrei como gerente esportivo, acabou mudando o departamento, assumi a responsabilidade de ser o executivo de futebol e estou tentando fazer o meu melhor”, explicou.
O dirigente também ressaltou sua identificação com o Tricolor. Ao mesmo tempo, reconheceu que os resultados da temporada ficaram abaixo do esperado e afirmou que continuará trabalhando até o fim do ano.
Rafinha afirmou que conhece a dimensão das dificuldades enfrentadas pelo São Paulo. Por isso, não tentou se afastar das cobranças após mais uma eliminação na temporada.
“Sou torcedor do clube, joguei aqui e estou fazendo meu trabalho da melhor forma possível. Às vezes as coisas não acontecem como a gente quer, está sendo um ano difícil, a gente sabe o que está passando o clube, mas estou aqui para fazer o meu trabalho até o final do ano da melhor forma possível”, completou.
A declaração aconteceu depois do empate por 1 a 1 com o Boca Juniors no Morumbis. Como havia perdido o confronto de ida na Argentina, o São Paulo acabou eliminado nas quartas de final da Sul-Americana.
Com a queda no torneio continental, o São Paulo passa a concentrar todas as atenções no Campeonato Brasileiro. Restam 12 partidas para o encerramento da competição.
O Tricolor ocupa a 11ª colocação, com 33 pontos. A equipe está cinco pontos acima do Vasco, que abre a zona de rebaixamento, cenário que mantém a necessidade de reação na reta final.
O próximo compromisso será contra o Internacional, no sábado, às 21h, no Morumbis. Dessa forma, Rafinha e a comissão técnica de Dorival Júnior terão apenas o Brasileirão para tentar melhorar o desempenho do clube até o encerramento da temporada.



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