Os exames de imagem, como raio X, ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética, fazem parte da rotina de cuidados com a saúde de... O post Raio X, ultrassom, tomografia e ressonância: entenda as diferenças entre os exames apareceu primeiro em…

Os exames de imagem, como raio X, ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética, fazem parte da rotina de cuidados com a saúde de muitos brasileiros, sendo importantes na prevenção, no diagnóstico e no acompanhamento de diversas doenças.

De acordo com dados da 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico, publicado pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, quase 25 milhões de exames de imagem foram realizados no Brasil em 2024. Essas tecnologias permitem visualizar estruturas internas do corpo de forma detalhada, auxiliando os médicos na identificação de alterações e na definição do tratamento mais adequado.

A escolha do exame, no entanto, depende da condição clínica, dos sintomas apresentados e da avaliação médica de cada paciente. Abaixo, entenda melhor o que é e a finalidade de cada um.

A ultrassonografia não utiliza radiação, mas ondas sonoras de alta frequência que ecoam nas estruturas internas do corpo e são captadas em imagens em tempo real. O exame é muito utilizado na rotina gestacional de pré-natal, mas também serve para avaliar órgãos como fígado, vesícula biliar, coração, rins, mamas, tendões, entre outros.  

Fernando Ide Yamauchi explica que, diferentemente da tomografia, a ressonância não utiliza radiação, mas um potente campo magnético (uma espécie de ímã gigante) e ondas de radiofrequência para gerar as imagens, oferecendo altíssima definição de órgãos como cérebro, medula espinhal, músculos, ligamentos e órgãos pélvicos. 

Uma das maiores dúvidas dos pacientes nos laboratórios é o uso do meio de contraste, substâncias líquidas, à base de iodo para tomografia e gadolínio em casos de ressonância, administradas por via venosa antes do exame. 

Vitor Sardenberg explica que o objetivo do meio de contraste é aumentar a definição entre tecidos semelhantes. Na prática, segundo o médico, a substância auxilia a diferenciar lesões, mostrar o caminho percorrido pelo sangue e apontar inflamações, por exemplo.

O especialista alerta que os contrastes modernos são extremamente seguros. Antes da aplicação, as clínicas realizam uma triagem rigorosa com o paciente para garantir que não haja restrições (como problemas renais graves), garantindo que todo o processo seja feito com o máximo de segurança.