Governadora Raquel Lyra, a vice Priscila Krause e os candidatos ao Senado Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha reúnem prefeitos aliados em encontro no Mar Hotel, em Boa Viagem, - Foto: Reprodução do Instagram Em um cenário de empate técnico nas pesquisas e com a Região Metropolitana do Recife (RMR) consolidada como o grande campo de batalha eleitoral, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) convocou a tropa a ocupar as ruas

No encontro, que deurou aproximadamente uma hora e meia, no Mar Hotel, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, a gestora reuniu cerca de 100 dos 149 prefeitos aliados para traçar a tática dos últimos 22 dias de campanha: intensificar o porta a porta no interior enquanto o Palácio concentra esforços na Capital. A urgência do alinhamento tem explicação matemática. O Recife e a RMR concentram 42% do eleitorado pernambucano, região onde o principal adversário, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), demonstra forte apelo popular. A governadora chegou com a vice Priscila Krause (PSD) e com os candidatos ao Senado os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD). Guerra Diante do afunilamento das intenções de voto, a orientação da campanha é não cochilar e partir para o embate direto, na tentativa de liquidar a fatura ainda no primeiro turno. A metáfora militar deu o tom da convocação. O prefeito de Itapissuma, Júnior de Irmã Teca, resumiu o espírito de mobilização da base municipalista: “É uma decisão de guerra, e todo general tem que reunir seus soldados. Chegou a reta final da campanha. A gente juntou aqui um exército de prefeitos que apoiam Raquel Lyra. Chegou a hora de ir para a rua levantar a bandeira e levar o voto. Está todo mundo se abraçando e lutando para que Raquel seja eleita no primeiro turno”, reforçou Júnior de Irmã Teca. Divisão de forças Segundo assessores, a reunião serviu também para pacificar uma demanda dos gestores, que cobravam a presença da governadora em suas bases. Como o calendário apertado impõe a presença de Raquel em sabatinas, debates e agendas na RMR, a solução foi dividir a linha de frente: o Palácio trava o embate no Grande Recife, enquanto os prefeitos assumem a militância nos municípios. O prefeito de Aliança, Pedro Freitas, destacou como a base assimilou a tarefa de cobrir os flancos da governadora no interior, reconhecendo que ela não vai conseguir estar em todos os municípios que a apoiam. "São pouquíssimos dias para a eleição e ela tem um calendário de debates, sabatinas e carreatas. Então, qual é o papel que cada um pode cumprir na sua cidade? É muito mais uma conversa de alinhamento de um grupo engajado. Não coube puxão de orelha, cabe dar as mãos para ver uma grande vitória no dia 4 de outubro”, enfatizou Pedro Freitas. A leitura foi reforçada pelo prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros. Gestor do segundo maior colégio eleitoral do estado, Mano Medeiros acredita na compreensão dos aliados sobre a necessidade de dividir tarefas.