O Estado arrecadou 36.953 milhões de euros em impostos até julho, mais 3,8% relativamente aos primeiros sete meses de 2025, foi hoje anunciado.
"Em julho de 2026, a receita fiscal acumulada do subsetor Estado totalizou 36.952,8 milhões de euros, representando um acréscimo de 1.365,4 milhões de euros (3,8%) face ao período homólogo", lê-se na síntese de execução orçamental, hoje divulgada pela Entidade Orçamental (antiga DGO-Direção-Geral do Orçamento).
Nos impostos diretos houve um aumento da receita em 2,4% devido, sobretudo, ao aumento da receita líquida do IRS – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares em 561,3 milhões de euros (5,9%), mesmo com a subida dos reembolsos em 11,6%.
Em sentido contrário, a receita líquida do IRC – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas cedeu 133,5 milhões de euros ou 2,1%.
Já nos impostos indiretos, a receita progrediu 5%, face ao período homólogo, uma evolução justificada com o acréscimo da receita líquida do IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado em 6,8%, apesar do aumento de 10,3% nos reembolsos.
"Corrigindo o efeito da prorrogação do pagamento de IVA (358,2 milhões de euros em julho de 2026, face a 251,9 milhões de euros em julho de 2025), a receita deste imposto teria aumentado 1.065,1 milhões de euros (7,4%) e a receita fiscal teria registado um crescimento homólogo de 4,1% (+1.471,7 milhões de euros)", explicou.
Neste período, os reembolsos fiscais ascenderam 8,5%, face ao mesmo período de 2025, devido à subida dos pagamentos de reembolsos do IRS e do IVA, atenuado pela descida dos reembolsos do IRC (-21,9%).
[Notícia atualizada às 16h36]
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