Uma ida ao gabinete médico terminou com momentos de violência no interior do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, na Azambuja. Uma psiquiatra foi

Adicione como fonte preferencial no Google Uma ida ao gabinete médico terminou com momentos de violência no interior do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, na Azambuja. Uma psiquiatra foi agredida por um recluso, que a atingiu com vários socos na cabeça, durante a tarde de sexta-feira, 6 de novembro.

Segundo avança o Correio da Manhã, o homem, de 24 anos, dirigiu-se ao gabinete da médica para pedir medicação que o ajudasse a dormir. Foi nesse espaço que começou a agressão, cuja gravidade obrigou à intervenção de guardas prisionais para travar o ataque.

A profissional de saúde ficou com vários ferimentos e precisou de receber assistência médica ainda no interior da cadeia.

O agressor encontra-se a cumprir uma pena de 11 anos e seis meses de prisão, na sequência de condenações por roubo, sequestro e posse de arma proibida. De acordo com o Correio da Manhã, o recluso está também envolvido noutro processo judicial relacionado com crimes graves, que poderá ter consequências na sua situação penal.

Depois da ocorrência, o homem foi colocado numa cela de separação e ficou sujeito a um processo disciplinar no estabelecimento prisional.

Contactado pelo Correio da Manhã, Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, confirmou a agressão e associou o episódio à situação de segurança vivida na cadeia durante o período de greve.

«As quebras de segurança são cada vez mais. Esta agressão acontece porque não se respeita os serviços mínimos da greve que decorre em Vale de Judeus. Pedir medicação não faz parte dos serviços mínimos», afirmou o responsável sindical.

O episódio volta a levantar questões sobre as condições de segurança dos profissionais que trabalham no interior dos estabelecimentos prisionais.