Resultado de junho também foi positivo, registrando aumento de 17% na comparação com o ano passado
O turismo internacional segue movimentando cifras cada vez maiores no Brasil. Os gastos de visitantes estrangeiros no país chegaram a R$ 28,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior valor já registrado para o período. O montante representa crescimento de 13% em relação aos R$ 25,5 bilhões contabilizados entre janeiro e junho do ano passado, reforçando um movimento de expansão que já vinha sendo observado nos últimos anos.
Os dados foram compilados pelo Ministério do Turismo a partir das informações divulgadas pelo Banco Central nesta terça-feira (28). O desempenho financeiro acompanha o forte movimento de entrada de estrangeiros no país. Segundo dados divulgados pela Embratur, o Brasil recebeu mais de 5,2 milhões de turistas internacionais nos seis primeiros meses de 2026. Somente nas chegadas por via aérea, houve crescimento de 13,3%, mostrando também a importância da ampliação da conectividade internacional para o desempenho do setor.
O resultado ganha ainda mais relevância quando colocado em perspectiva. O Brasil encerrou 2025 com 9,3 milhões de turistas internacionais, estabelecendo um recorde anual. Naquele ano, os gastos dos visitantes estrangeiros também alcançaram o maior patamar da série histórica, ultrapassando US$ 7,8 bilhões. Ou seja, depois de um ano histórico para o turismo receptivo, os primeiros números de 2026 indicam que o setor continua movimentando volumes elevados de visitantes e recursos.
Junho também registra forte crescimentoO desempenho positivo não ficou restrito ao acumulado do semestre. Considerando apenas junho, os turistas estrangeiros gastaram R$ 4,12 bilhões no Brasil, resultado 17,1% superior aos R$ 3,52 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. A diferença mostra que, além do aumento no fluxo de visitantes, o dinheiro deixado pelos estrangeiros no país continua avançando e alcançando diferentes segmentos da cadeia turística.
Esse gasto não fica concentrado apenas em hotéis e passagens. A presença do turista internacional movimenta restaurantes, bares, transporte, comércio, atrações turísticas, passeios, locação de veículos, eventos e uma extensa rede de serviços. É justamente por isso que o aumento da receita gerada pelos visitantes estrangeiros tem um efeito que ultrapassa os números diretamente associados às viagens e alcança diferentes atividades econômicas nos destinos brasileiros.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números refletem o momento vivido pelo setor. “É um momento muito positivo para o turismo. O setor vem, nos últimos anos, e especialmente em 2026, se consolidando como um dos principais motores do desenvolvimento econômico e da geração de oportunidades para o nosso país”, afirmou.
Brasil amplia presença no turismo internacionalO desempenho de 2026 também ocorre após uma forte transformação nos números do turismo internacional brasileiro. Em 2024, o país havia recebido cerca de 6,77 milhões de turistas estrangeiros e contabilizado US$ 7,3 bilhões em receitas internacionais de turismo. Um ano depois, em 2025, o fluxo de visitantes saltou para 9,3 milhões, mostrando a velocidade com que o mercado receptivo brasileiro ganhou espaço.
No início de 2026, alguns meses também registraram volumes expressivos. Somente em janeiro, 1.401.476 turistas internacionais entraram no Brasil, enquanto março recebeu mais de 1,05 milhão de visitantes estrangeiros, resultado 13% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Entre os mercados que vêm apresentando crescimento estão países como China, Colômbia, Peru, Portugal, México, Espanha e França.
A ampliação das chegadas por avião também chama atenção. No primeiro trimestre, aproximadamente 3,74 milhões de turistas internacionais visitaram o Brasil e as entradas por via aérea cresceram 19,4% em relação ao mesmo período anterior. O movimento reforça a importância da conectividade aérea internacional, principalmente para destinos brasileiros que dependem de conexões nos grandes aeroportos do país.
Outros segmentos também batem recordesOs resultados do primeiro semestre consolidam uma tendência de expansão que não aparece apenas no turismo internacional. A aviação doméstica também registrou recorde no período, ultrapassando 50,1 milhões de passageiros, enquanto o turismo de negócios movimentou R$ 7,18 bilhões entre janeiro e junho, alcançando o maior faturamento já registrado para o período.
O cenário coloca o turismo em uma posição cada vez mais relevante dentro da economia brasileira. Mais do que aumentar o número de estrangeiros desembarcando no país, um dos grandes desafios passa a ser ampliar o impacto econômico de cada viagem, estimulando estadias maiores, circulação por diferentes destinos e consumo de experiências e serviços locais.
Com R$ 28,7 bilhões deixados por estrangeiros em apenas seis meses, o primeiro semestre de 2026 reforça justamente esse movimento: o Brasil não está apenas recebendo milhões de visitantes internacionais, mas transformando esse fluxo em uma fonte cada vez maior de receitas para a economia do turismo.




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