Governador reeleito do Mato Grosso do Sul venceu no primeiro turno com 67% dos votos e afirma que aliança centro-direita tem dado "competitividade muito grande" à candidatura de Flávio Bolsonaro

Compartilhar matériaEduardo Riedel (PP) foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul no primeiro turno das eleições municipais, realizado no domingo (4), com 67% dos votos — o equivalente a 914 mil votos. O segundo colocado, Fábio Trad (PT) obteve 23% dos votos, totalizando 322 mil. Em entrevista ao Live CNN, Riedel declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.

O governador reeleito atribuiu o resultado ao trabalho realizado ao longo dos últimos quatro anos à frente do Estado. "É consequência de quatro anos de trabalho, não é a campanha, não é o momento eleitoral. É o resultado das urnas que reflete o que vem acontecendo no nosso estado em termos de crescimento, desenvolvimento e inclusão das pessoas", afirmou.

Questionado sobre sua trajetória política e a mudança de partido — do PSDB para o PP —, Riedel explicou que construiu uma aliança centro-direita no estado que envolveu legendas como PP, PL, União Brasil, Republicanos, MDB e PSDB. Segundo ele, essa articulação foi determinante para o resultado expressivo nas urnas.

"O antigo partido PSDB é um partido que diminuiu muito de tamanho, eu tenho o maior respeito, mas aqui a gente se aliou ao PP", declarou.

Riedel afirmou ainda que o estado apoia integralmente a candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições. "Nós estamos apoiando integralmente essa candidatura, já no primeiro turno, e vamos seguir assim para que a gente possa elegê-lo no segundo turno", disse.

O governador reeleito destacou que a aliança construída em Mato Grosso do Sul também tem dado, segundo ele, "competitividade muito grande" à candidatura de Flávio Bolsonaro.

No campo econômico, Riedel abordou os desafios enfrentados pelos produtores rurais do estado diante do alto custo do crédito. Ele anunciou que o governo estadual está estruturando, junto a agentes financeiros de diversas naturezas, um instrumento de crédito mais competitivo para o setor.

"A gente sofre, na base da produção, com um ambiente de crédito extremamente caro. Temos que buscar soluções de mercado para que o produtor possa ter uma perspectiva positiva", explicou. A expectativa é de que a iniciativa seja lançada no próximo ano.

Riedel também falou sobre os desafios de segurança pública em Mato Grosso do Sul, estado que possui 1.390 quilômetros de fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Ele descreveu uma "guerra aberta entre facções criminosas pelo domínio das rotas" de tráfico internacional de drogas, e afirmou que o Estado tem sido "implacável" no combate ao crime.

"Nós somos um dos estados que mais apreende drogas. Temos o nosso sistema prisional bastante pressionado por esses presos do tráfico internacional", disse.

O governador reeleito ressaltou que Mato Grosso do Sul funciona como um "escudo" para o restante do Brasil, especialmente para a região Sudeste, em razão das rotas do tráfico internacional.

Riedel defendeu ainda que a União reforce o orçamento federal destinado às ações de fronteira, considerando as dificuldades geográficas impostas por territórios como o Pantanal, de baixíssima densidade demográfica.

"É uma guerra permanente que a gente tem que pensar em uma estratégia mais ampla, que envolve o governo federal e os países vizinhos como um todo", concluiu.