O rei Charles da Grã-Bretanha alertou nesta quinta-feira os executivos de inteligência artificial sobre os "perigos existenciais" que a tecnologia pode representar caso caia em mãos erradas e afirmou que salvaguardas suficientes são necessárias antes que seja…
O rei Charles da Grã-Bretanha discursa durante uma reunião com líderes do setor de inteligência artificial (IA), representantes do governo e formadores de opinião — Foto: Jonathan Brady/Pool via REUTERS
O rei Charles III, do Reino Unido, alertou executivos de inteligência artificial sobre os "perigos existenciais" que a tecnologia pode representar caso caia em mãos erradas e afirmou que salvaguardas suficientes são necessárias antes que seja tarde demais" em um encontro nesta quinta-feira (17).
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O monarca britânico recebeu representantes da Nvidia, Google DeepMind, OpenAI, Anthropic e outras empresas na Escócia e debateu os alertas recentes feitos sobre os riscos da IA para a humanidade.
"Aqueles que criaram essas tecnologias estão agora alertando cada vez mais que a IA corre o risco de desenvolver capacidades mais sombrias - talvez até mesmo a de tirar vidas. Nesse sentido, se me permitem dizer, parece haver urgência em considerar adequadamente os perigos existenciais de tais tecnologias caírem em mãos erradas e serem usadas de maneiras potencialmente catastróficas", afirmou.
Após fazer o alerta, Charles também pediu que os executivos tomem medidas para garantir a segurança da tecnologia: "A tarefa que vocês têm pela frente não é apenas fazer avançar a tecnologia, mas garantir que ela permaneça firmemente a serviço da humanidade, da comunidade e do mundo natural".
Um dia antes, nesta quarta-feira (16), o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu uma "coordenação global" para lidar com a inteligência artificial (IA) e alertou para uma "corrida rumo ao abismo" diante dos riscos associados à tecnologia.




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