Tragédia da Voepass: vídeo mostra como foi acidente de avião em Vinhedo A Polícia Federal (PF) e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), se debruçaram para investigar a queda do avião da Voepass, que matou 62 pessoas em agosto de 2024. As apurações foram conduzidas em paralelo e têm objetivos diferentes - entenda abaixo. Para facilitar a troca de informações entre as duas investigações, a Pr
Por Gabriella Ramos, Gabriel Pitor, g1 Campinas e Região
23/07/2026 04h01 Atualizado 23/07/2026
A queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, matou 62 pessoas e deu origem a duas investigações paralelas: uma do Cenipa e outra da Polícia Federal.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos investiga os fatores que contribuíram para a queda e propõe medidas de segurança, sem apontar culpados.
A Polícia Federal apura se houve crimes e trabalha com laudos periciais que podem embasar eventual responsabilização criminal dos envolvidos no acidente.
As duas investigações compartilham informações desde agosto de 2024, quando a Justiça Federal autorizou a Polícia Federal a acessar as apurações do Cenipa.
O relatório final do Cenipa será divulgado nesta quinta-feira (23), enquanto a Polícia Federal informou que pretende concluir o inquérito criminal em agosto.
Tragédia da Voepass: vídeo mostra como foi acidente de avião em Vinhedo
A Polícia Federal (PF) e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), se debruçaram para investigar a queda do avião da Voepass, que matou 62 pessoas em agosto de 2024.
As apurações foram conduzidas em paralelo e têm objetivos diferentes - entenda abaixo. Para facilitar a troca de informações entre as duas investigações, a Primeira Vara Federal de Campinas (SP) autorizou, em 23 de agosto de 2024, que a PF tivesse acesso às apurações do Cenipa.
Professor do Departamento de Engenharia Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), James Waterhouse explicou o que cada investigação deve esclarecer.
"Uma que é feita pela polícia, que é a investigação com fins judiciais, para identificar a culpa, responsabilidades, e a investigação do Sipaer [Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos], que o Cenipa é o órgão central, com o objetivo de identificar o que a gente chama de fatores contribuintes", resumiu.
🔎 Fatores contribuintes são aqueles que, se removidos, teriam evitado ou atenuado as consequências do acidente. Uma tragédia aérea pode ter diversos deles.
Investigação do Cenipa
O relatório final do Cenipa será divulgado nesta quinta-feira (23), às 17h, em Brasília (DF), com transmissão ao vivo pelo g1.
A investigação busca reconstituir o acidente e apontar os fatores que contribuíram para a queda, mas não identifica culpados nem pode ser usada para responsabilização criminal. O relatório também deve trazer recomendações para evitar novos acidentes.
"É muito importante que o relatório de acidente [do Cenipa] seja, de certa forma, o mais fiel possível ao ocorrido e que não criminalize ninguém. O intuito dele é evitar que novos acidentes aconteçam. Todas as vezes que você tem um viés criminal na investigação, você pode não elucidar por completo o caso, porque a verdade se fecha", explicou Waterhouse.
E a investigação criminal?
Fotos divulgadas pela Polícia Federal mostram o trabalho da perícia na manhã deste sábado (9), após o desastre aéreo em Vinhedo — Foto: Polícia Federal
Já a Polícia Federal informou, nesta quarta-feira (22), que pretende concluir o inquérito em agosto. A investigação é baseada em dois laudos periciais produzidos pelo Instituto Nacional de Criminalística, com apoio técnico do Cenipa.


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