Enquanto em São Francisco robôs humanoides assumem tarefas de limpeza doméstica por 30 dólares à hora, o rei Carlos III surpreende Harry e Meghan ao confirmar que continuam sem funções reais.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vocês estavam dispostos a pagar €30 por hora pra alguém vos limpar a casa, passar a ferro, lavar a louça? €30 por hora.
Não são nove euritos nem 10, são 30.
Não estava, porque eu acho que está muito acima do valor de mercado.
Pois, mas não se fala de outra coisa. Em São Francisco, nos Estados Unidos, uma startup de tecnologia lançou oficialmente um serviço de robôs humanoides para limpezas domésticas e tarefas do dia a dia. E o que estes robôs conseguem fazer em sua casa para serem tão caros e valerem €30? Na verdade, são $30, qualquer coisa como €27 por hora. Lavam a louça, aspiram o chão, arrumam as coisas, recolhem o lixo, conseguem até tirar comidinha quente do forno, sem usarem luvas, sem se queimarem.
Portanto, poupa mãos-de-obra.
Não têm as medidas de trabalho, não têm as medidas domésticas. Para quem não gosta de fazer lida da casa, depois de um dia de trabalho, ter uma máquina tratar de tudo pode parecer o cenário perfeito, mas o pormenor mais curioso e que está a surpreender toda gente é o modo como estes robôs funcionam na prática. É que eles ainda não são totalmente autônomos. Ou seja, enquanto o robô humanoide está dentro da nossa casa a fazer limpezas, há um operador humano situado num centro de controle à distância que está a comandar a máquina em tempo real. Ele está com óculos de realidade virtual e equipamento com sensores para orientar cada movimento do robô. A ideia da empresa é usar estas sessões pagas pelos clientes para recolher dados e treinar os modelos de inteligência artificial até que os robôs consigam fazer isto tudo de forma autônoma, 100%. Portanto, a conta é simples, são de fato €30 por hora, tem as tarefas da casa feitas, mas sabendo que está um operador à distância a controlar os movimentos do robô. Portanto, ficamos com a casa limpa, sim, mas ter um desconhecido, uma pessoa real do outro lado do mundo, a ver literalmente tudo o que se passa na nossa casa, as fotografias que temos na parede, o que temos nos armários.
Pode limpar a casa, limpar tudo.
Não sei até que ponto fica, onde é que fica a nossa privacidade.
Mas qualquer pessoa que entre em casa também vê.
Aqui os dados ficam mais registrados.
Sim, e se calhar hoje é um, amanhã é outro.
E não pode desfrutar de conversas. Não tem a vantagem das conversas com quem vai fazer a limpeza à casa, saber um pouco da vida da pessoa.
Ver se se dá ou não.
A não ser que os robôs comecem a falar também.
Ou então fala o operador.
Isso até pode ser uma vantagem, por exemplo, pra pessoas mais velhas, ter alguém que vai à casa duas vezes por semana.
Claro, uma pessoa mesmo.
É, e querem mesmo uma pessoa à séria. Lá está, por causa da conversa também.
Os robôs, daqui a uns tempos, já vão fazer isso. Mas quanto às limpezas, não sei se há uma vantagem, de facto, em ter a máquina. Uma vantagem efetiva no serviço.




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