CBV adota política do COI que veta mulheres trans, e Tifanny fica impedida de competir em torneios nacionais

Rosamaria, oposta da Seleção Brasileira, saiu em defesa de Tifanny nas redes sociais após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) vetar a participação de mulheres trans no vôlei nacional. A entidade alterou a política de elegibilidade para a categoria na sexta-feira (14/8).

A atleta relembrou conversas que teve com Gabi Guimarães, atual segunda melhor do mundo, e pediu avanço na luta pelos direitos de pessoas LGBTQIAPN+.

“É nossa obrigação como sociedade encontrar os meios que garantam esses direitos e tornem o esporte um espaço efetivamente inclusivo. Certamente, negar o acesso de um atleta profissional ao seu trabalho da noite pro dia vai de encontro a essa responsabilidade coletiva”, escreveu Rosamaria em trecho.

Após a decisão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) em aderir à política do COI que bane mulheres trans de competições, a Federação Paulista informou que o campeonato estadual da modalidade não irá colocar a restrição em prática. De acordo com nota divulgada pela entidade, o torneio foi realizado conforme as normas vigentes anteriormente à decisão da CBV. Com isso, Tifanny, ponteira do Osasco, está liberada para jogar na estreia.