Por Leonardo Sakamoto, via UOL. Um gestor chinês da fábrica da Midea em Pouso Alegre (MG) foi afastado após denúncias de agressão física a um trabalhador, incluindo a acusação de que ele teria sido chicoteado com uma borracha usada para vedação de geladeiras.…
Por Leonardo Sakamoto, via UOL.
Uma reunião foi convocada pelo Ministério do Trabalho e Emprego com trabalhadores, sindicato e a direção da empresa. Carlos Calazans, que está à frente da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, contou ao UOL que exigiu o imediato afastamento do acusado até que a agressão fosse apurada. Também foi demandado que a vítima não sofra nenhuma retaliação.
Na reunião, o sindicato reforçou denúncias de assédio e condições precárias de trabalho, o que incluiria limitação de acesso ao banheiro.
O caso sobre desrespeito aos direitos trabalhistas envolvendo empresas chinesas que ganhou mais repercussão foi o do resgate de 163 operários chineses que atuavam nas obras da fábrica da BYD em Camaçari (BA). A operação foi revelada por esta coluna em dezembro de 2024.
Segundo a fiscalização, contratos analisados previam jornada de dez horas por dia, seis dias por semana, com possibilidade de extensão — o que levaria a uma jornada semanal de 60 a 70 horas, muito maior do que o limite legal no Brasil, de 44 horas. Foram constatadas condições degradantes nos alojamentos. Um deles contava com um único vaso sanitário para 31 trabalhadores. Segundo a fiscalização, muitos dormiam sem colchões. Também não havia armários: os alimentos se misturavam a roupas e pertences pessoais, criando um ambiente insalubre.


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