Ministra do Ambiente admite que no norte vivem-se situações próximas da "seca extrema", depois de meses com pouca chuva. Estão a ser criar redundâncias par...
Segundo Maria da Graça Carvalho, “quantas toneladas vão ser postas em aterro em 2027 ou 2028 não depende só do Governo, há a responsabilização de todos nós. Populações, autarcas e da aceitação de novos projetos”, para os quais há financiamento.
A ministra detalhou o que está previsto no programa Terra+, dando o exemplo do Algarve, onde mais de 85% dos resíduos estão em aterro e onde há dois aterros recentes, um com um ano e meio e outro com dois anos.
Na semana passada o Governo assinou um acordo com a APA e com universidades para que estas estudem o tratamento de resíduos no Algarve e apresentem “soluções técnicas”. No Algarve, a produção de resíduos urbanos ultrapassa as 400 mil toneladas por ano e as taxas de deposição nos dois aterros existentes ultrapassam os 80%.
“Pedimos às universidades que estudem a melhor localização e as tecnologias para resolver os problemas. Para tornar mais aceitável por parte da população a tecnologia escolhida, como o tratamento biológico e mecânico. Temos de ter soluções urgentes e baseadas na ciência, estamos a ficar com os aterros cheios e, sem soluções, vamos ter um país de lixeiras”, alertou a ministra.
Maria da Graça Carvalho sublinhou que “o diálogo com as pessoas é importante” e relatou que quando o estudo foi lançado no Algarve “já havia uma manifestação”.
“Temos de diminuir a quantidade de resíduos que fazemos e separar mais”, concluiu a governante.



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