A seleção brasileira está evoluindo. Fez uma partida ruim na estreia contra Marrocos, mas ainda assim conseguiu um empate e encontrou algum equilíbrio na segunda etapa. Contra o Haiti foi bem, e fez uma partida bastante boa contra a Escócia. Leia mais (06/25/2026 - 15h56)
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25.jun.2026 às 15h56
Marcos Augusto Gonçalves Editor da Ilustríssima, formado em administração com mestrado em comunicação pela UFRJ. Foi editor de Opinião.
A seleção brasileira está evoluindo. Fez uma partida ruim na estreia contra Marrocos, mas ainda assim conseguiu um empate e encontrou algum equilíbrio na segunda etapa. Contra o Haiti foi bem, e fez uma partida bastante boa contra a Escócia.
A vitória por 3 a 0, que garantiu a classificação em primeiro lugar no grupo, mostrou qualidades. O técnico Carlo Ancelotti acertou a escalação e manteve o desenho tático chamado de "4-4-2 diamante" ou um 4-3-3 com um losango no meio. Casemiro na ponta de baixo, Matheus Cunha na ponta de cima, Paquetá pela esquerda e Bruno Guimarães pela direita. E os extremos partindo de fora para dentro.
Temos uma zaga formada por um campeão e um vice da Champions, Marquinhos e Gabriel Magalhães. E os laterais mostraram que também podem cumprir funções ofensivas.
A grande estrela da companhia é Vini Jr., que há pouco era vítima do espírito vira-latista que ainda persiste em áreas da crônica.
"Ah, mas ele não joga o mesmo na seleção", ruminavam nas mesas redondas e esquinas da internet. Repetia-se o velho comentário que já havia sido usado contra Messi e também contra Rivaldo em 2002. E o então craque do Barcelona quase recusou sua convocação para o Mundial em que foi importantíssimo para a conquista do penta.
A maioria tem reconhecido a evolução da equipe, mas alguns preferem uma atitude derrotista e mal-humorada, de fundo rancoroso, sem interesse ou capacidade de se divertir. É uma espécie de novo vira-latismo de cátedra, que vem com argumentos táticos e outras considerações sobre a divisão internacional do futebol e os motivos do atraso do Brasil. Para alguns, a derrota parece ser um ponto de honra.
Agora que entramos na fase de eliminação, já salivam com o possível fiasco: vamos perder para uma seleção de ponta ou mais bem colocada. Ora, numa Copa, quando duas seleções de ponta ou mais bem colocadas se encontram, uma sempre sai perdendo. Não há o que fazer. Seremos nós? Poderemos ser. Veremos.
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