Com meta de R$ 750M em receita líquida para 2026, empresa catarinense cresce 23% no orgânico e só compra o que puxa suas métricas para cima The post Sem M&As em 2026, Starian reforça tese de verticalização appeared first on InfoMoney.
Quando a Softplan partiu a operação em duas, em junho de 2025, a Starian nasceu para ser a metade mais ágil: SaaS para o setor privado, base pulverizada, venda rápida, receita recorrente. E, de fato, as coisas andaram rápido para a companhia catarinense até o fim de 2025, com uma rodada de R$ 640 milhões da General Atlantic e dois M&As. Entretanto, em 2026, a companhia deu um tempo nas aquisições para se aprofundar na sua tese principal: a de verticalização dos seus produtos.
Na visão do CSO da Starian, Alex Anton, a companhia está utilizando seu segundo ano de operação para aprimorar suas quatro verticais, que hoje já contam com mais de 30 produtos para os segmentos de construção civil, inteligência jurídica, eficiência e produtividade, e governança e compliance. Esta última é a mais recente, e nasceu da aquisição da gaúcha Contato Seguro, anunciada no fim do ano passado.
“Construção civil está bastante maduro, inteligência jurídica amadurecendo bastante, e governança e compliance estamos acelerando apesar de ainda termos apenas um ativo. Mas a gente está olhando ativamente como é que a gente pluga mais soluções de governança e compliance para que, de fato, seja um ecossistema, não apenas um monoproduto”, diz.
Conforme explica Alex, o cross-sell tem sido um dos principais pontos da expansão da Starian em 2026. Um exemplo dado pelo executivo é o da própria Contato Seguro, em que grandes construtoras e incorporadoras clientes de outros módulos estão adotando a solução, focada em denúncias corporativas (whistleblowing) para compliance.
Com a estratégia de trabalhar a base já existente, a companhia sustenta um crescimento orgânico entre 23% e 24% ano contra ano. A margem EBITDA fica na mesma faixa. “Isso nos coloca em uma posição muito boa, em termos de métricas de expansão e saúde financeira”, diz o CSO.
De acordo com dados divulgados pela própria Starian, o plano é fechar 2026 com receita anualizada de R$ 750 milhões e cerca de 25 mil clientes. A empresa não divulgou os números consolidados de 2025, mas, segundo informações divulgadas no meio do ano passado, a meta era chegar a um faturamento de R$ 550 milhões e uma base de 20 mil clientes.
Apesar da estratégia de crescimento inorgânico ter esfriado em 2026, ela não está parada. Segundo Alex, os planos de crescimento se dividem entre a busca ou o desenvolvimento de soluções complementares às verticais já existentes e a entrada em novos segmentos.
“Estamos avaliando novas oportunidades de crescimento inorgânico. Cerca de 30% a 40% do esforço é reservado a soluções satélites que reforcem os ecossistemas existentes, contra 60% a 70% destinados à abertura de verticais novas”, revela Alex.
Entre as frentes inéditas, o executivo aponta agro, educação e automotivo — especialmente a gestão de concessionárias, oficinas e seguradoras — como as que mais interessam. Segundo ele, o critério é o mesmo que fez a aposta em construção civil funcionar: foco no B2B e em setores ainda com baixa penetração de tecnologia.
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