Niterói está há nove anos sem fiscalização eletrônica de trânsito nas vias municipais. Os radares deixaram de funcionar em 2017, após o fim do contrato com a empresa que prestava o serviço. Em 2020, a NitTrans informou que preparava uma nova licitação para a contratação de equipamentos, mas a fiscalização não foi retomada. Agora, a prefeitura afirma que o uso de equipamentos eletrônicos está novamente em estudo, sem informar prazo para implantação. Cultura
Niterói está há nove anos sem fiscalização eletrônica de trânsito nas vias municipais. Os radares deixaram de funcionar em 2017, após o fim do contrato com a empresa que prestava o serviço. Em 2020, a NitTrans informou que preparava uma nova licitação para a contratação de equipamentos, mas a fiscalização não foi retomada. Agora, a prefeitura afirma que o uso de equipamentos eletrônicos está novamente em estudo, sem informar prazo para implantação.
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Para o professor Levi Salvi, do setor de transportes do Departamento de Engenharia Civil, da UFF, o aumento da fiscalização é necessário diante da frequência de infrações cometidas nas ruas, entre elas o avanço de sinais vermelhos e o excesso de velocidade.
— Uma forma de a gente melhorar esse comportamento do usuário é aumentando a fiscalização; não tem muita alternativa para isso — afirma.
Exemplo de São Paulo
De acordo com Salvi, a fiscalização eletrônica permite que os agentes de trânsito se concentrem na organização e na coordenação do tráfego, enquanto os equipamentos atuam continuamente no controle das infrações. Ele cita São Paulo como exemplo de cidade onde percebeu uma mudança significativa no comportamento dos motoristas após a ampliação da fiscalização eletrônica.
— O comportamento do usuário mudou completamente, antes e depois desse investimento em fiscalização eletrônica. Hoje, ele cumpre as velocidades porque sabe que a chance de multa é muito grande — diz.
O professor defende que a implantação em Niterói seja gradual, começando pelas vias de maior risco, como as campeãs de acidentes Estrada Francisco da Cruz Nunes e Alameda São Boaventura.
— Nessas grandes vias, poderia ser uma primeira experiência para que o usuário vá se acostumando com a presença desse tipo de fiscalização — afirma.
A prefeitura, por meio da NitTrans, informou que está estruturando uma nova política de segurança viária dentro do Pacto Niterói Contra a Violência 2, com foco na prevenção de acidentes e na preservação de vidas. De acordo com o município, a fiscalização eletrônica está em estudo, e a definição dos equipamentos e dos locais de instalação será baseada nos dados de acidentes e nas características de cada trecho.
A NitTrans também informou que, desde março, instalou 109 dispositivos de moderação de tráfego, sendo 41 em áreas escolares. A prefeitura prepara ainda a modernização dos sinais, com uso de inteligência artificial, e a ampliação do Centro de Controle Operacional da NitTrans.




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