O cuidado com a saúde mental continua depois de setembro, em rotinas de pausa, reflexão e autoconhecimento que fortalecem os dias comuns. Se precisar de apoio agora, o CVV atende pelo 188, a qualquer hora.Confira também:+ Saiba tudo sobre o seu jeito ser, des…

O Setembro Amarelo é a campanha nacional de prevenção ao suicídio, que mantém o lema “Se precisar, peça ajuda!” e tem o dia 10 de setembro como data central. A proposta é falar de sofrimento emocional sem tabu e lembrar que buscar apoio é um caminho possível para qualquer pessoa.

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O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre prevenção ao suicídio e combate ao estigma em torno da saúde mental. No Brasil, a mobilização foi criada em 2013 pela ABP, em parceria com o CFM, e ganhou as ruas em 2014, segundo o site oficial da campanha .

As ações acontecem durante todo o mês de setembro, com o dia 10 como data de referência, por ser o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. O CVV também está entre os mobilizadores da campanha desde 2015, conforme o relatório de atividades do CVV .

Em 2026, a ABP promove a iluminação amarela de monumentos e prédios públicos, como o Cristo Redentor e o Congresso Nacional, segundo o portal Qual a Boa Notícias . Escolas, empresas e serviços de saúde aproveitam o período para abrir conversas sobre o tema.

O lema nacional do Setembro Amarelo 2026 é “Se precisar, peça ajuda!”, adotado pela ABP e pelo CFM desde 2024 e mantido neste ano, conforme a divulgação da campanha de 2026 . A frase convida quem está em sofrimento a procurar apoio antes de chegar ao limite e apresenta o pedido de ajuda como um gesto de cuidado consigo.

No cenário internacional, o tema do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio para o triênio 2024-2026 é “Mudar a narrativa”, definido pela Associação Internacional para Prevenção do Suicídio (IASP) . A ideia é trocar o silêncio e o estigma por conversas abertas, que facilitem a busca por ajuda.

Prefeituras e hospitais também criam temas próprios para suas ações locais, como “Escutar é estar presente”, adotado pela Prefeitura de Leme (SP) . Esses temas complementam o lema nacional e costumam aparecer em materiais regionais da campanha.

Segundo o relatório Suicide worldwide in 2021 , publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2025, cerca de 727 mil pessoas morreram por suicídio no mundo em 2021. Isso representa uma em cada 100 mortes, e o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.

No Brasil, foram 17.009 óbitos por suicídio em 2023, cerca de 46 por dia, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) reunidos em boletim da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul (2025) . Os homens são a maioria: responderam por 77,8% dos 15.507 óbitos de 2021, segundo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (2024) .

Os afastamentos do trabalho mostram outro lado dessa realidade. Em 2025, o INSS concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária ligados a transtornos mentais, alta de 15,66% sobre os 472.328 de 2024, segundo o Ministério da Previdência Social .

Ansiedade (166.489 afastamentos) e episódios depressivos (126.608) lideraram a lista em 2025, de acordo com o levantamento da Previdência . As mulheres receberam 63,46% desses benefícios, um recorte que pode ter relação com a sobrecarga entre trabalho, casa e cuidado com a família.

Os números indicam que o sofrimento emocional aparece de formas diferentes em cada grupo. Homens morrem mais por suicídio, enquanto mulheres lideram os afastamentos por ansiedade e depressão, e os dois cenários pedem atenção.

Segundo a cartilha Informando para Prevenir, da ABP e do CFM, 96,8% dos casos de suicídio registrados estão associados a histórico de transtorno mental. Tratar esses quadros a tempo é central para a prevenção, como explica a psicóloga clínica Tatiana Magalhães neste artigo sobre prevenção do suicídio .

Algumas falas e comportamentos indicam que uma pessoa pode estar em sofrimento intenso e precisa de atenção. Entre os sinais mais citados em campanhas de prevenção estão:

Um sinal isolado não confirma risco, e a combinação de mais de um deles merece uma conversa atenta. Quando o quadro envolve tristeza persistente e falta de energia, vale conhecer também os sinais da depressão e como identificá-los .

Esses sinais costumam surgir sobre uma vulnerabilidade construída ao longo da vida, e um evento difícil, como uma perda ou um divórcio, pode funcionar como gatilho. A diferença entre fatores predisponentes e precipitantes é detalhada no artigo da psicóloga Tatiana Magalhães .

Quem está por perto costuma ser a primeira ponte entre a pessoa em sofrimento e a ajuda profissional. O mais importante é oferecer presença e escuta, sem pressa de dar conselhos.

Algumas atitudes ajudam nesse momento:

Quem apoia também precisa de apoio, e dividir a responsabilidade com profissionais e outras pessoas da rede faz parte do processo. O Personare tem um guia específico sobre como ajudar uma pessoa com depressão .