Diogo Paupério Abreu passou 100 dias isolado numa sala branca para experienciar o espaço aeroespacial. O engenheiro diz que foi crucial para ajudar a avançar a exploração espacial em Portugal.
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Começa agora a comissão de inquérito das manhãs 360. Hoje é nosso convidado Diogo Paupério Abreu, engenheiro e investigador que passou mais de três meses, foram 100 dias, isolado numa sala branca para simular uma viagem espacial. Bom dia, bem-vindo. Obrigada por ter aceitado o nosso convite.
Nós apostamos tudo na luz branca para se sentir um pouco mais em casa.
Para não estranhar muito.
Tem alguma semelhança, é verdade, com o tempo que estive fechado.
Tem, é parecido com este estúdio, só em janela.
Sim, temos aqui mais alguma cor do que eu tinha, as paredes, o teto e o chão era tudo branco.
Já vamos querer saber tudo sobre essa experiência. São cinco perguntas, Diogo, cinco pontos por cada resposta certa, ou dois pontos se pedir a nossa ajuda e acertar. Vamos a isto?
Ok, vamos ao cinema.
No famoso filme "Perdido em Marte", o astronauta, interpretado por Matt Damon, fica sozinho no planeta vermelho e tem de cultivar um alimento para não morrer de fome. Qual foi o legume que ele plantou?
Eu pensei que ia dizer brócolis.
Foram as batatas, sim. Na sua simulação de 100 dias, presumo que não tenha havido plantações.
Não houve plantações, mas houve batatas.
Houve batatas? Batata frita?
Batata frita, infelizmente, não.
Era tudo desidratado?
Era tudo comida desidratada. Tínhamos também conservas para os 100 dias.
Racionamento da água, não é?
Racionamento da água, por acaso, não tivemos.
Não tivemos. Havia racionamento na parte dos banhos, que nós só tínhamos dois banhos por semana.




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