Quem tem contrato de crédito à habitação com taxa variável e revisão agendada para novembro deverá assistir a um novo aumento do valor a pagar ao banco. ...
Quem tem contrato de crédito à habitação com taxa variável e revisão agendada para novembro deverá assistir a um novo agravamento do valor a pagar ao banco. As simulações da DECO PROteste para o Notícias ao Minuto revelam que o aumento pode chegar a quase 90 euros.
Tendo em conta as médias da Euribor de outubro até ao dia 21, num cenário de financiamento de 150.000 euros, a 30 anos e com spread de 1%, os acréscimos serão os seguintes:
"Independentemente do indexante no contrato, todas as famílias vão contar com aumento se tiverem contrato renovado, porque em comparação com valores mensais, apesar da estabilização, comparando com a última revisão, vamos assistir a aumentos. A dimensão é que vai ser diferente consoante o indexante", explicou Nuno Rico da DECO PROteste em declarações à SIC Notícias.
Quem tem contrato de crédito à habitação com taxa variável e revisão agendada para novembro deverá assistir a um novo aumento do valor a pagar ao banco, apesar da estabilização das Euribor. A DECO PROteste alerta que o impacto varia conforme o indexante do contrato.
Acrescentou ainda que a "taxa mista é a forma de os consumidores se protegerem dos aumentos", em particular, "quando a fixação é de curto prazo, até 5 anos e, atualmente, olhando para dados do Banco de Portugal, o valor médio da taxa mista está abaixo da taxa variável".
Os dados mais recentes do Banco de Portugal (BdP) revelam que, em agosto, 87% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista, isto é, com uma taxa de juro fixa num período inicial, seguida de taxa variável.
Nas novas operações a taxa mista, a taxa de juro média aumentou 0,02 pontos percentuais face a julho, para 2,86%, enquanto nas novas operações a taxa variável subiu 0,02 pontos percentuais para 3,23%.
A taxa Euribor subiu na quinta-feira a três meses e desceu a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, recuou, ao ser fixada em 3,019%, menos 0,011 pontos percentuais que na quarta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou, para 3,262%, menos 0,001 pontos que na véspera.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses avançou, pela quinta sessão consecutiva, ao ser fixada em 2,677%, mais 0,007 pontos.
Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.
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