O presidente Lula manterá a tradição brasileira de realizar o discurso de abertura do evento nesta terça-feira

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Líderes mundiais se reúnem em Nova York para a 81ª Assembleia Geral da ONU. Com o lema “Restaurando a confiança”, o encontro abordará guerras, mudanças climáticas, inteligência artificial e a capacidade da ONU em um mundo fragmentado. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, fará o discurso de abertura, destacando soberania e combate à fome.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Chefes de Estado, ministros, diplomatas e autoridades de diversos países estão reunidos em Nova York nesta terça-feira, 22, para a Assembleia Geral das Nações Unidas, que se estende até 28 de setembro. O tema escolhido para a 81ª edição do encontro é “Restaurando a confiança e administrando transformações: uma ONU que produza resultados para todos”.

As guerras devem ocupar boa parte das discussões. O conflito entre Rússia e Ucrânia continua sem perspectiva clara de solução e voltou a registrar uma escalada de ataques às vésperas da Assembleia. No Oriente Médio, a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã ampliou a instabilidade regional, afetou o mercado de energia e colocou novamente no centro do debate internacional a segurança de rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz. Gaza, Sudão, Congo, Mianmar e a ofensiva dos rebeldes hutis no entorno do Mar Vermelho também compõem uma longa lista de crises sobre a mesa. 

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No campo econômico, a política comercial dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump, marcada pelo uso frequente de tarifas como instrumento de negociação, alimentou atritos com parceiros e adversários. Países aproveitam a passagem por Nova York para tentar destravar acordos.

A programação deste ano também deve abordar a defesa da democracia, o avanço da inteligência artificial e as mudanças climáticas, além da situação financeira da própria ONU, que perdeu espaço nas tentativas de mediar alguns dos principais conflitos atuais.

O debate ainda ocorre no último ano de António Guterres como secretário-geral da ONU, com seu segundo mandato previsto para terminar em 31 de dezembro. Nos bastidores, deve haver especulação sobre quem comandará a organização a seguir.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manterá a tradição brasileira de realizar o discurso de abertura do evento nesta terça-feira. O chefe do Executivo deve tratar de temas como a defesa da soberania dos países, o combate à fome e à pobreza, mudanças climáticas, crime organizado e a necessidade de reforma das instituições multilaterais, especialmente do Conselho de Segurança da ONU.

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A previsão é que, logo após seu discurso de abertura, Lula retorne ao Brasil para retomar atividades de campanha na busca pela reeleição. O evento em Nova York ocorre a pouco menos de duas semanas do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para 4 de outubro.

Após a fala do presidente brasileiro, será a vez de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, país anfitrião. Embora não exista uma reunião bilateral programada entre os dois, a agenda pode proporcionar um contato informal semelhante ao ocorrido no ano passado, quando os líderes trocaram algumas palavras nos bastidores antes de seus discursos.

Na quinta-feira 24, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursarão na Assembleia Geral, de acordo com uma lista preliminar.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fará sua estreia na ONU também na quinta-feira, enquanto o presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro está preso a poucos quilômetros de distância, no Brooklyn.