A socialista democrata Angie Nixon conquistou uma vitória surpreendente na terça-feira na primária do Partido Democrata para o Senado dos Estados Unidos na Flórida, enquanto eleitores de vários Estados escolheram candidatos para as eleições que definirão o co…
A socialista democrata Angie Nixon conquistou uma vitória surpreendente na terça-feira na primária do Partido Democrata para o Senado dos Estados Unidos na Flórida, enquanto eleitores de vários Estados escolheram candidatos para as eleições que definirão o controle do Congresso.
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O resultado inesperado foi o mais recente de uma série de vitórias de candidatos progressistas que desafiaram nomes do establishment em disputas democratas neste ano, em um momento em que muitos eleitores do partido demonstram frustração com uma cúpula partidária que consideram envelhecida e pouco eficaz na oposição ao presidente republicano Donald Trump.
Embora o movimento tenha despertado entusiasmo na ala esquerda do partido, analistas alertam que ele pode complicar os esforços democratas para conquistar o controle da Câmara dos Deputados e do Senado em novembro, quando eleitores de ambos os partidos e independentes irão às urnas.
Essas divisões não ficaram evidentes no Alasca, onde a democrata Mary Peltola recebeu mais votos do que o senador republicano Dan S. Sullivan na incomum primária apartidária do Estado para o Senado dos EUA.
Os democratas consideram essa disputa uma de suas melhores oportunidades para conquistar uma das quatro cadeiras de que precisam para obter o controle do Senado, composto por 100 integrantes, nas eleições de meio de mandato de novembro.
A disputa pelo Senado na Flórida não é considerada promissora para os democratas. O Estado, que já foi um dos principais campos de batalha eleitorais do país, tornou-se cada vez mais republicano nos últimos anos, e analistas afirmam que a vitória de Nixon provavelmente torna a cadeira ainda mais difícil de ser conquistada pelo partido.
Nixon, de 42 anos, é atuante no movimento sindical da Flórida e foi repreendida neste ano por interromper uma votação na Câmara estadual ao protestar, com um megafone rosa, contra uma proposta de redesenho dos distritos eleitorais para o Congresso. Ela derrotou o ex-funcionário de segurança nacional Alex Vindman, que ganhou projeção em 2019 ao depor no Congresso durante o primeiro processo de impeachment de Trump.
Vindman arrecadou 16 vezes mais recursos que Nixon, e analistas afirmaram que ele provavelmente teria mais chances de derrotar a atual senadora republicana Ashley Moody na eleição geral de novembro. O vencedor cumprirá os dois anos restantes do mandato do ex-senador da Flórida Marco Rubio, que atualmente é secretário de Estado de Trump.
Sullivan contra Sullivan no Alasca
O Alasca não elege um senador democrata desde 2014, mas a disputa é considerada competitiva. Peltola, uma moderada que já ocupou a única cadeira do Estado na Câmara dos Deputados, avançou com facilidade para a eleição geral de novembro, com 48% dos votos, ante 42,8% de Sullivan, com 93% das seções eleitorais apuradas.
Peltola pode se beneficiar do sistema de votação por ordem de preferência adotado no Alasca, que pode permitir que ela concentre o apoio de eleitores independentes.
Ela também pode ser favorecida pela presença de dois adversários republicanos com nomes muito semelhantes. O professor aposentado Dan J. Sullivan, também republicano, estava em terceiro lugar na primária, com 2,4% dos votos.
A cúpula republicana tentou retirar Dan J. Sullivan da disputa, até agora sem sucesso. Trump o chamou de “impostor”, e o Departamento de Justiça dos EUA abriu uma investigação para apurar se ele entrou na disputa com o objetivo de confundir os eleitores e tirar votos do senador que ocupa atualmente a cadeira, segundo uma fonte familiarizada com a investigação. Dan J. Sullivan afirmou a outros veículos de imprensa que esse não é seu objetivo.
Na outra disputa para o Congresso no Estado, o deputado republicano Nick Begich III avançou para a eleição geral, assim como o ex-administrador escolar Bill Hill, que aparece na cédula como independente, mas já fez doações a candidatos democratas.
Democratas veteranos sobrevivem a redesenho eleitoral
Dois parlamentares democratas veteranos superaram o primeiro obstáculo na tentativa de sobreviver ao redesenho dos distritos eleitorais promovido pelos republicanos na Flórida, que os obrigou a disputar novas cadeiras.
O deputado Jared Moskowitz derrotou Oliver Larkin, apoiado pelos Socialistas Democráticos da América, e enfrentará o republicano Scott Singer, ex-prefeito de Boca Raton, em uma das poucas disputas por cadeiras da Flórida na Câmara consideradas competitivas em novembro.
A deputada Debbie Wasserman Schultz, eleita pela primeira vez para o Congresso em 2004, conquistou a indicação de seu partido para representar um distrito de maioria negra centrado no condado de Broward.
Depois que uma decisão da Suprema Corte enfraqueceu, em abril, uma histórica lei de direitos civis, alguns ativistas preocupados com a redução da representação negra no Congresso criticaram Wasserman Schultz, que é branca, por concorrer em um distrito historicamente negro.




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