A cidade de São Paulo registrou um volume de chuvas três vezes maior do que o esperado pelos meteorologistas para o mês de junho. Leia mais (06/26/2026 - 19h59)
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26.jun.2026 às 19h59 Atualizado: 26.jun.2026 às 20h07
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A cidade de São Paulo registrou um volume de chuvas três vezes maior do que o esperado pelos meteorologistas para o mês de junho.
Até esta sexta-feira (26), o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) marcou 150,1 milímetros de chuva na capital paulista.
O volume é três vezes maior que os 49 mm esperados para junho, um mês costumeiramente mais seco na cidade. O cenário, no entanto, não alterou o volume dos principais reservatórios que abastecem a região metropolitana e demais cidades do estado.
Para calcular essa expectativa, o Inmet considera o volume de precipitações desde 1991, início da série histórica.
Em junho do ano passado, por exemplo, o órgão registrou 72,8 milímetros, um pouco menos do que a metade do que neste mês. Em 2024, São Paulo teve o mês de junho mais seco dos últimos dez anos. Não choveu nada.
Segundo Wendell Fialho, meteorologista do Inmet, as chuvas acima da média são explicadas por três fatores principais.
"Houve um prolongamento da estação chuvosa em São Paulo, que costuma durar até o mês de abril, e o retardo do período mais seco. A tendência é diminuir o volume a partir de agosto", diz.
O volume maior de chuva em São Paulo dificultou a floração do ipê-roxo, segundo especialistas.
O meteorologista cita também a influência de três frentes frias seguidas e a umidade atmosférica acima do comum em altitudes maiores.
"Há uma influência grande da umidade acima do 5 mil metros de altura. Esses fatores ajudam a explicar a chuva maior, mas não é algo fora do comum ou extremo. São condições que podem acontecer a depender do ano", diz Fialho.
A condição de chuva mais frequente em junho não causou, contudo, uma melhora nos índices de abastecimento dos reservatórios de água do estado de São Paulo.
Em comparação ao ano passado, os principais sistemas tiveram uma estabilidade nos índices de armazenamento.
Nesta sexta-feira, o Sistema Integrado Metropolitano, que reúne os sete reservatórios, tinha 52,4% de volume de água. Na mesma data do ano passado, ele tinha 52,3%.
Já o sistema Cantareira tinha 39,9% nesta sexta. Em 26 de junho do ano passado, eram 48,2%.



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